O manuscrito nunca escritO

            

      \o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/     

           / \

          /O\

         /     \

        /       \

____/_____\___

 OManuscrito nunca EscritO

 

       ___

___________| 1  |_____________

 

 

 

“Baby, just say for you,

i have a little thing about myself,

u know, ‘ill be a talking

and

walking in the moon

into the night,

dreaming with crazy peoples,

tomorrow

wake up!

 

Your eyes can see a new day,

the God flying in the skyes

and your love

falling down

heads rolling

bodys smooking

hearts broken

eyes OPEN!

 

Soon, tell me

when u open’your

EYES.”

 

Encontrei uma carta escrita a mão num inglês pobre mas expressivo. dizia, em letras de forma, pequenas, delicadas, ligeiramente simétricas no início da poesia, tomando formas mais garranchudas, deliberadamente pela rapidez que se desenrolava os versos, e numa confusa rima, encontrou as junções sonoras que mais lhe caísse bem aos ouvidos aguçados de um leitor em voz alta. o amor de Deus caindo sobre a terra, cabeças rolando, corpos fumando ou virando cinzas, corações quebrados e se quebrando, e um autêntico abra seus olhos! fique alerta, observe, algo do tipo. filho, me diga quando abrir seus olhos, snow patrol. boa. era uma poesia perdida, sem pretensões de chegar em algum lugar, de impressionar os olhos ou de ferver o sangue ou sequer entrar no hall dos eternos poetas com a obra milenar, que passaria pelos anos nas prateleiras, estantes, de baixo de travesseiros e na mesa das aulas de escrita criativa. não, eram palavras soltas, cada uma carregando um mundo nas costas, contava-se vinte e um quilos em cada saco histórico que as pesava nos ombros. a carta fora escrita em forma de aviso a um futuro inerente, que devastaria os desavisados, roubando suas almas, mas ainda estava subentendido num mar de lirismo e dispersões filosóficas. era minha, para meu filho. decidi reescrevê-la.

“Charlie, como vai aí dentro? fiquei sabendo que está com um centímetro, ou meio centímetro? não me lembro, sei que o coraçãozinho já está batendo e imagino que seus órgãos estejam se formando, pulmãozinho, rinzinhos, estomagozinho, bom, o jeito é esperar, mas sou um cara muito ansioso, o que provavelmente você também será, e tenho coisas a te dizer, podem ser bem pesadas para um garotinho de apenas cinco semanas, mas cara, me escute, é para o seu bem. no começo vai notar as minhas repetições de palavras, sou escritor iniciante e temos esses vícios, inclusive tenho muitos outros e não vou proibi-lo de conhecer essas coisas, porque é pior, experimentei a proibição da sua vó Noah, que foi proibida por sua bisavó Julian, e bem, todas tiveram filhos antes do casamento, foram as ovelhas negras da família, como seu pai, e tudo por causa da proibição, pense comigo, e se elas soubessem de todos esses males disfarçados de balas e buquê de flores e nos tivessem ensinado? ah, assim seria bem melhor, mas carinha, é utopia, você conhecerá quando estiver aqui fora, é bizarro e natural, as pessoas simplesmente proclamam lindos discursos retirados de um bando de famosos que vendem sua opinião para quem paga mais, e o caos está formado, não tem para onde fugir, então me escondo a maior parte do tempo, é! seu pai já saiu bastante, foi para a estrada como ele sempre quis depois que conheceu um livro que você ouvirá falar muito, e me cansei com o passar dos anos, na verdade foi um ano, que durou como uma vida.”

2.(.)(.)

    (y)

Cigarrets & Wine

Sentei para escrever. Sabia que não ia ser tão fácil. o impulso de criar, as ideias novas, fervilhantes, são simples, enquanto flutuam na mente, daí puxamos a cadeira, nos ajeitamos, abrimos a máquina de tela led screen e teclas pequenas, acoplamos teclas maiores que fazem “bruuum, tec, tác, bummmss, tec”, e parece com alguma época mais antiga do que essa, e isso é tão confortante, se sentar, sentindo o cenário dos antigos cães velhos do século passado. mas não era o bastante para teclar sem parar. meu corpo deu sinal das crises de ansiedade. pequenos espasmos espocavam pelas minhas articulações. sobressaltos como de calafrios, e inquietação. a pele ficava quente, no peito se juntava uma nuvem pesada e quente, como se uma mão de palmas enormes me empurrasse, comprimindo meu ar, tomo um gole de vinho barato, está ótimo, as cinco pedras de gelo derreteram, misturando com o suco de uva e coquetel alcoólico do copo grande da coca cola, o líquido invadiu minha boca, deixando a língua áspera, descendo pela garganta, refrescando as artérias esfumaçadas. tocava um LP de Jack Kerouac lendo trechos de on the road com jazz ao fundo acompanhando suas entonações. ouvia aquele LP duas ou três vezes por dia, era a maior inspiração do momento. tinha passado por Charles Bukowski, páginas manchadas de vinho, escrita com brenfa, cerveja e o mesmo vinho barato que estava na minha mesa. olhei para o copo, as gotas de orvalho despencando do topo, se juntando com outras, e descendo até a madeira rústica da mesa. uma poça d’água se formava em volta do copo. levantei-o e limpei com o braço, não sei por que fiz aquilo, pensei logo depois. esfreguei o braço no sofá e acendi um cigarro. nada. outro cigarro, mais vinho. Levei o drink a boca, Noah apareceu com uma cadeira e pano na mão, limpava as pernas da cadeira, girava-a no ar com facilidade. travei na hora de beber, ela me olhava como quem diz “é, to aqui me matando de trabalhar, limpando essa casa pra você ficar aí, bebendo sáporra desse vinho, fumando um cigarro atrás do outro e fumando maconha escondido de mim, não é pra fumar isso aqui na sala!”, e voltei do transe, ela não tinha aberto a boca, levou a cadeira pra cozinha e continuou limpando por lá.

  1. Oh road ___________/\________________________________.

Queria mais. mais, muito mais, mais do que o mundo poderia me dar, eu queria mais, mais mais mais mais, a gente sempre quer mais.

Olhei ao meu redor, nada me agradava, eu nao era eu, e sempre estava começando uma história em que eu me libertaria e ia pra tão esperada liberdade. sem pesos, livre, pra voar, correr, conhecer, ah, um mundo cheio de oportunidades e nada nem ninguém para te dar ordens, dizer não, te impedir, criar barreiras na sua frente, muros intransponíveis, e ficamos nessa, nessa de ficar em casa, parado, saindo para o bar, bebendo, e fumando, ficando alegre, ah, a única maneira de ficar alegre quando não temos o trabalho que queria, ou quando não estamos atuando na nossa área, e faculdade, cursinho, o tempo com a família escasso, não vemos mais os amigos, criamos novos amigos, novas histórias, cada dia em um lugar diferente? nada disso, o mesmo lugar, rotina, estress, mau humor, tristeza, e a busca do alívio no bar, na mesa do bar, em maços de cigarros, isqueiro que some, maconha, pegando na bica, entrando na favela, ah, aqueles olhos em cima da gente que é um pouco mais claro do que eles, e tem uma cara estranha, suave demais para ser dali e tensa demais, como de quem não é do pedaço, mas eu sou, moro na rua de cima onde inicia o mundo laranja das casas de tijolos, uma montanha russa pra quem desce da rua de cima e vem parar nela, a famosa rua sem saída.

Precisava sair, ver o mar, pegar a estrada, me desprender do teto roupa lavada comida feita de Noah, minha querida e estressante mãe. o negócio era o seguinte, todo mundo dizia que mãe era assim mesmo e elas que criaram isso quando passaram a agir como todas as outras mães e montarem um complô contra nós que moramos com elas, diferentes dos que casaram e as abandonaram, nós, filhos que não saíram de casa depois dos vinte anos somos eternos companheiros, pois querendo ou não estamos em casa, ouvindo como fora o dia dela e de como ela quer que lave a louça ou que limpe o chão ou que tire o pó do móvel que sempre sempre tem pó, e tem pó no chão, na pia do banheiro, nos espelhos, na televisão, na estante camadas grossas de pó se formam, e nos fachos de luzes do sol que entram pela cortina da pra ver num momento mais tranquilo as minúsculas fagulhas de pó flutuando no ar, ainda mais quando está chapado elas zigue zague iam lentamente e você as vê aterrissar infinitamente em algum lugar do tapete, mas não tem problema, tem muitas delas caindo.

O mundo entraria em ruínas em pouco tempo, John Fonte nos avisará desde os anos 30, onde é que nós estávamos que não percebemos isso? as notícias de bombas nuclear e guerras no oriente passavam batidas, vinham as novelas, as partidas frenéticas e de futebol, os combates alucinantes de UFC, dente, sangue, murros, nocautes, era o que o povo estressado e cansado gostava, lógico, tudo isso regado a cerveja. só com muito álcool na cabeça pra conseguir aguentar as modas populares, os novos sertanejos, o pop nacional e toda a parafernalha mais tocada nas rádios. o pó caia, as paredes racharam, e a terra rangia na calada da noite, quando todos estavam dormindo e nós, nós que não conseguimos deitar a cabeça no travesseiro e mergulhar num delicioso sono, ficamos acordados e ouvimos essas peculiaridades da madrugada, é um suave huuuuuuuuuuuuuuuuuuuurrrggghnnnnnnnnnnnn constante, como aquele sinal de internet discada, mas mais surdo, como um rangir de dentes eterrno, ghrimmmmmmmmmmhhhhhhhhhhhh, e tem o resto dos sons naturais como de cachorros, carros, aviões, televisão do vizinho, conversas deles, portas abrindo e fechando, e acabam nos dispersando, e o ranger de dentes do mundo fica abafado, mas está lá, oscilando, se aguentando, resistindo, resistindo, “háááá são muitas pessoas, cada dia mais, muito peso, aahhh eu não aguento, estou ruindo, caindo, desabando, não vou aguentar, não vou, estalo, ouve os estalos? táááá táááááccc” gritava em desespero o mundo caso ele falasse. não o mundo inteiro, mas a parte do mundo que conhecemos, os nossos edifícios, as nossas casas, escritórios, hospitais, escolas, prédios, e onde se acumula pessoas, móveis, coisas, as nossas coisas, os estabelecimentos, os tetos, as paredes, tudo isso, a nossa ruína.

Ouvia-se na vizinhança o cachorro berrando, chinelos arrastando rua abaixo, cabeças de cachorros para fora dos muros, latindo, como se tivessem conversando entre eles, e estavam. Minie voltou da escada ticticitcitictic fazia suas unhas das patinhas no piso, andando rápida com seu corpinho meio atrofiado meio fofinho, uma cadelinha fortinha, pequena, cabeçuda, língua pra fora, olhos grandes, um deles quase cego, branco, pequeno, e pode parecer feia mas não é, quando se olha para ela e vê sua vontade de receber a sua atenção e o seu carinho da maneira dela, não pode ir com a mãozona nela pensando que ela vai aceitar as carícias, ela te escolhe e escolhe o momento que quer contato físico, não demora muito, ela vai querer, então deixa-a caminhar, subir no seu colo, cheirar sua mão e relaxar o seu corpinho ao lado da sua perna, sem pressão, ela não quer toque, quer que fique onde está e deixe estar, entende? essa é a Minie e os cachorros lá fora se acalmaram, só se ouvia os berros de crianças ao fundo brincando, a ventoinha do notebook, um bruuuuuuumpt bem distante, há umas três quadras, e os toctocotoc de Minie voltando para a sala, me chamando pelo braço com suas patas e eu a colocava no sofá comigo, metade no meu colo, metade com a máquina teclando, e revezava carinhos com as palavras, nesse momento nada tinha mais sentido, só queria olhar para Minie e contemplar sua bipolaridade tão parecida com a minha, como se fosse uma filha, uma parte de mim, a parte mais nítida e característica que poderia pegar do pai, e bocejava com sua língua de cobra que ficava para fora tão fofa e esquisita ao mesmo tempo, seu cabeção de cérebro do desenho pink e cérebro, tão grande e fofo, essa era a sua mistura. os cachorros voltaram a latir, dispersos, como bons cachorros dispersos fazem, sem incomodar e Minie não queria mais saber de nada a não ser dos meus braços envolta de seu corpo, o inverno exigia se esquentar, concordamos. ela adormeceu, eu escrevia.

 

4.

Nos dias cinzentos e gelados eu matava escrevendo com minha casa aberta para as leitoras, elas vinham de monte, gostavam do ambiente, era simples mas confortável, tinha cerveja, vinho, cigarros, maconha, música, conversa, mas depois notei que não era o bastante, precisava mobiliar com o resto do mundo vitoriano, daí trouxe almofadas, tapetes, incensos, tapetes orientais, lençóis, comidas, outras músicas, tirei os livros da estante empoeirada e coloquei na mesa, e a mesa levei a sala. ficava no quarto por muitos anos, mas lá, a energia estava pesada demais, e negra demais, então tive de mudar, a muito custo, claro, os vampiros nos sugam até a última gota de sangue mas fazem isso sutilmente, assim como as energias pesadas de âncora em nossos ombros deitados na cama, sem força nenhuma para levantar pela manhã, lavar o rosto, escovar os dentes, ter tempo de esquentar um leite, sentar na mesa comer com biscoitos ou bolacha água e sal com manteiga, ir pra frente do espelho, passar gel, levantar o cabelo, lavar o rosto, acordar, ficar com o hálito ok, desodorante ok, colônia ok, roupa passada ok, tênis ou sapatos limpos ok, mochila ok, rosto ok. os vampiros nos sugam, e a cara fica com expressão cansada o tempo todo, suaves escurecimentos de baixo dos olhos, com o tempo formando uma bolsa negra de olheira, e o rosto pálido como um cadáver, ah, tempos difíceis aqueles de zumbi, dormindo pouco, trabalho, trajeto ao trabalho, mais de vinte e cinco quilômetros diários, depois a universidade, as aulas terríveis de português e inglês, ainda mais para mim que nao era fã das boas notas, gostava do bar, da bebedeira, loucura, risadas, estar livre escolhendo o que fazer do dia e da noite, e as garotas eram incríveis.

5_______________________MMMMM___________________

“você não deve saber quem eu sou né?” ela perguntou. coloquei o livro do Jack na mesa, olhei nos olhos, elas vagavam pela sala, contemplativos, como se tivesse retornado a um lugar que encontrará agora diferente, e lhe agradava o estômago, ria enquanto me encarava com doçura. disse, de peitos cheios, pra pegar fôlego “bom guria, poderia dizer que lembro para não te decepcionar e seguir como um cara que fez o trabalho de casa, lembrou da garota, ou melhor, ele teria ido atrás dela não é? nao sei, estou pisando em ovos no momento,  olho a sua foto e o que consigo ver é um ser do meu tamanho, o que caberia bem num abraço, eu gosto muito de abraços, num vestido, e Deus! eu amo vestido, cresci com minhas tias e primas e irmã de vestido, são evangélicas, e os vestidos são realmente muito lindos, eu gosto bastante, é a minha preferência, entende? e olha você ali com ele,  e olha teu corpo por debaixo dele, suavemente escondido, a cintura cintilando, a curva fatal, onde encaixa em outra cintura, e fazem vácuos e comprimem, e bam bam bam, estamos metendo, e porra porque estou falando isso? eu também queria saber, mas deve ser porque o erotismo está voltando pra minha escrita e o mundo anda bem sexualidado, os comerciais de cerveja, os outdoors, as propagandas em si, tudo onde você olha tem bunda, tem corpo, tem exposição, as músicas então… vixe, e meu, olha, olha!!! os joelhos apontando, as pernas caramelos, e os pezinhos, estão cortados, nao consigo sentir a real sensação de vê-los, mas já é uma dose viciante de te olhar, não é fofura, entende? talvez maluquice ou ócio? é o que diriam, hahahaha, eu gosto e me sinto bem vendo, as descrições são consequências, é parte do processo, não são tendenciosas ou pretensiosas sabe, elas só vem, não precisam de feedback ou de recíproca, continuar partilhando do mesmo ar e do mesmo local físico ou virtual já é a maior recíproca que temos”.

A garota de óculos estilosos e vestido azul escuro entrou no meu quarto, tinha as chaves na mão, como conseguirá? não fazia ideia, levantei do sofá, cocei a bunda, estava de moletom, um frio danado, e ela contemplava o grande escritor John Gasperi, escritor de Minhas Mulheres Loucas Submissas Modernas e Conto Para Garotas Dormirem, posado de pé, com as calças cinzas empapadas, camisa desbotada, a gola arregaçada e cabelo bagunçado, mas não me sentia mal por isso,  a garota me deixava bem, como se já nos conhecêssemos. quando olhei suas fotos e vi o vestido, pensei na hora que tinha o meu tamanho, acho que pelo ângulo não parecia alta, já imaginei uns abraços, porque gosto de imaginar que sou disso sabe, gosto mesmo de abraço e o mesmo tamanho ajuda muito nisso, e bom, parecia um ar casual, sabe, esse vestido, o cabelo, o óculos, vi você vendo algum filme, entretida, sol lá fora mas você quer ficar ali sentada, e me fala assim, vem cá, senta aqui e vou pro seu colo e você coloca no que eu gosto de ouvir e fica me ouvindo com os olhos nos meus atrás dos seus óculos e seu cabelo caído na minha cara, e você assopra ele e sorri, e bom, gostamos disso, gostamos de beber e de conversar por horas e é sempre uma surpresa pra nós o tanto que conversamos e o assuntos, poxa, com mais quem falaremos tudo isso? e isso nos parece bom e é confortante ir dormir cedo, pra deitar, sentir o corpo do outro, esquentar no frio mas daí tu falou do seu aniversário e de que gostei de você e não mencionou nada sobre ti, e de que poderia ficar com alguém lá e vi o quanto estava solta e livre e leve e curtindo o seu momento e isso é tão lindo, entende? já foi o tempo que as relações tinham que prender, se reduzir a uma vida a dois e tão somente a dois, mas eu gosto muito dela hahahahhaa, e ainda mais das coisas que poderíamos fazer a dois… sou melhor com menos pessoas e menos energia, fica mais fácil de filtrar, tenho um probleminha de fábrica chamado borderline e to numa fase nova, descobrindo minha espiritualidade e acordando para o mundo real, fora da caverna de platão que vivemos, no sonho de buda, tem vários tipos de interpretação para a nossa realidade inventada, e bom, observando as coisas, indo com mais calma, pensando, repensando, refletindo, estudando, buscando, pesquisando, filtrando, observando mais e ligando os pontos, a gente vai aprendendo e se aprofundando sobre os espíritos e energias, e passamos a entender o contexto do ser humano como um todo, e vamos ligando as personalidades a esses grupos que já temos em mente como funciona, e tem todo o sistema também e estava procurando uma paz para me afastar desses estudos e criar um equilíbrio, entende? ando cansado, com cansaço mental, e pensei em voltar a meditação e a leitura mais calma sem produzir, sem escrever e me senti fugindo como sempre dos problemas,das responsabilidades e da escrita, porque todos esses livros que lancei foi pra uma editora que me enchia de prazos e me cobrava muito e acabou sugando minha alma na época e tive que parar de escrever para ele e para o blog porque queria me descobrir e bom, fui conhecendo religiões, culturas, lugares, trabalhos, pessoas, vidas, mundos, bom e nao tive um tempo pra colocar tudo isso em ordem, e até mesmo na escrita porque faz parte de todo o processo da minha vida, cada dia e acontecimento comigo faz parte do que escrevo e tudo gira em torno de si como um ciclo sem fim sabe, do que vivo e sinto e leio e vejo e experimento e não são histórias mas são sensações, e só conhecendo mais de bukowski, jack kerouac e john fonte para entender a nova escrita, mas recomendo porque é como uma missão que tenho sabe, de levar a mensagem, a sensação, o sentimento e pensamento em tempo real espontâneo e transparente, não por pretensão de ser assim, mas por ser a realidade nua e crua, sem representações ou máscaras, e entre as outros centenas de energias na rua e lá pela augusta é complicado, sei lidar, bêbado é bem melhor hahahahahha chapado também mas aí quando me vejo calado tem algo de errado, e só quero me calar se for beijando sua boca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s