Fãs do gênio

Ano de 2116, Steve Hay descansava seu corpo escultural e perfeito sobre uma plataforma flutuante de neon azul. O corpo do rapaz era branco como a neve que caía por toda a parte do mundo, graças a uma empresa multibilionária que transformou bonecos de neve em ouro. Os óculos hitech ultra avançados de Steve lia as informações em suas lentes, hora nas redes interestelares sociais, hora nos jogos de realidade mentalmente aumentada, como Nail na matrix. “Uuuuraaahg!!” fez o dragão, chegara notificação no smarthphisick phone, “tuiiiiiiííí” fez no fundo da cabeça de Steve, trocou para silencioso enviando ondas magnéticas de pensamentos para o aparelho instalado no seu cérebro num nano chip, financiado em 24x nas CapsulasBahia, que continuava a comandar as propagandas em cada interTelevisor da família Brazilian, sim! Os Estados Unidos compraram o que um dia fora roubado há seiscentos anos atrás. Menos injusto desta vez, ora pois.

     “Ziiiiirrrrrrr….” ouvi algo descendo pelo céu, um clarão explodiu lá fora, “PRRROOOWWWW!”, Steve caiu da plataforma identificada como “zZz”.

     – Oh mai Góde! – exclamou perplexo. – Speed! agora! – chamou.
“vrruuuuunn”, veio um skate flutuante motorizado, parecido com o do Virgil, do desenho do Super Shock. Steve pulou em cima do negocio e zarpou. Os óculos dirigiam o skate. Steve tinha nos olhos os comandos escritos em branco num fundo vermelho, como suas próprias pálpebras. Pensava “esquerda” e aparecia uma flecha das antigas flechas de computadores dos anos dois mil, e o negocio obedece ao comando, e vira, corre, freia, etc. 
Havia formado um imenso buraco no chão. Fumaça subia, um cheiro de queimado, e de cachorro queimado, e os únicos cachorros que restaram foram os velhinhos de cinco anos – sim! a idade do cachorro foi reduzida devido a falta de atenção que demos a eles á cem anos atrás, mas para solucionar o problema dos bebes dengosos que queriam cachorro de natal, a Google veio e criou cachorros robôs, idênticos aos originais, com latidos, pelos, gestação, urinas, e lambidas na boca que a gente tanto foge mas gosta. E infelizmente o cheiro era de cachorro original, pobre do coitado que estava passeando com o drone passeador – construído simplesmente para seu dono poder tirar uma soneca ou comparecer com a patroa, enquanto o cachorro não deixa de ir mijar nas arvores de gesso. 
Steve se aproximou do local terrivelmente acertado e subterrado por uma capsula não identificada que invadiu o quintal dele, e por incrível que pareça, nessas horas ninguém ouve nada e nem vê nada, ninguém apareceu para ver o que tinha acontecido, então Steve se encontrava sozinho se aproximando na pontinha dos pés sobre o skate flutuando lentamente na direção do buraco esfumacento. “Chiiiiiiiiiiiiii…chuiiiiiuiiiiii”, fumaça e mais fumaça. Foi chegando perto, e Steve inclinou o pescoço pra trás temendo o que saisse daquela desgraça, quando um “OOOOOOHHH!” soou de lá de baixo, um corpo metade humano metade robô se escondeu nos escombros da capsula subterrada.
– Não tenha medo, sou o proprietário desta casa! – falou calmamente Steve, apontando para a sua capsula.
– Humano! Não se aproxime! ESTOU NUA! – gritou a ciborgue. 
Steve tampou os olhos e deu ré no skate. 
– Tudo bem, estou de olhos fechados – respondeu ele.
O rosto humano da ciborgue corou. Os ciborgues não costumam ouvir elas em seu planeta. Por isso tantas noticias nos jornais “capsula não identificado é encontrada no interior da Austrália”. Primeiro, o cabelo sintético ultramente fino despontou por detrás dos escombros, vinha com um rosto fino e estonteantemente belo, e Steve nunca pensará em achar beleza em robôs. Daí as pernas, brancas, muito brancas, tão brancas que refletiam em azul, e torneadas, como a de uma surfista.
– sim, sou surfista, surfo no espaço – ela diz.
– ÃÃÃn? – se sobressalta Steve.
– Nós, ciborgues lemos as mensagens telecinéticas eróticas, e você acabou de ter uma ereção imaginando nós dois em cima de uma prancha de surf no Guarujá, trepando, e depois você voltaria pra areia pra comer isca de porco e ia esquecer de trazer o óleo pra mim reabastecer.
– Eu realmente não sei como você faz isso – respirou pesadamente – mas, isso é maneiro! – faz joia com entusiasmo.

     Steve cobriu a ciborgue com um casaco, abraçando-a calorosamente entre seus braços.
– Uau, você fez igualzinho nos filmes que vimos sobre esse planeta! – exclamou ela com brilho nos olhos.
– Jura? E quais filmes você viu lá do… de… de onde for que você tenha vindo?
– Ah! Nesses últimos cem anos eu vi muitos filmes, tínhamos informação de que era praticamente noventa por cento dos filmes que existiam no planeta Terra, mas nenhum é melhor do que Quentin Tarantino!
Splich, Splach, Slack! Steve roubara um beijo da ciborgue.

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