Ta careta hoje?

Tem dia que caralho nenhum funciona. Não importa o que você faça, a geringonça não roda, e nada sai do lugar inicial, é uma porra. Amor, agora me da uma licença. Não precisa se ofender, pode continuar aqui na minha frente, porque eu não saberia escrever se não fosse o seu rosto pintado no quadro – neste momento perdi toda a minha intelectualidade e capacidade de pensar. Simplesmente não se formava nada de solido na minha mente, travei total. E a vontade de que ela se recolocasse na minha frente? Enorme, mas fiquei apenas escrevendo isso daqui pra você. Tem dias que a noite é foda dizia o grande Reinaldo Moraes na sua melhor obra publicada no planeta terra, quiçá em outras civilizações! O romance Pornopopéia que me fascinou no primeiro contato é a realidade transcrita num papel. Voraz e engraçada num ponto máximo no Nirvana da literatura.

Merda, é difícil eu conseguir correr desses assuntos chatos que eu entro. Vamo lá, falaremos então de putaria?! Não sei se é certo. Porra, me pararam. Me bloquearam, simplesmente isso. Eu não consigo terminar a merda de um pensamento em paz, viver aqui não é fácil, torno a dizer, se é que não disse, não sei.

Tá careta hoje? Ainda bem que não porque não dá pra entender essas viagens quando se está de “pés no chão”, ou qualquer merda que valha a vida de um homem comum. Não se alarde que é normal, você vai se acostumando com o tempo e o virar das páginas.

Estava eu e a trupe dos homens que na frente da mulher se diz o mais crente e santo desse mundo, mas que por trás dos bastidores soltam o verdadeiro eu que tem dentro deles, e se mostram: você não conhecerá um homem na sala de uma universidade e nem na cobertura de uma empresa multinacional, e sim no bar, e de bar em bar ele se desloca assim como faz em qualquer outra parte de sua vida. Se o homem não bebe, fica ligeira que boa coisa num é, e nem dessa fruta ele comerá. Assim como os limpinhos demais, com toques de limpeza em suas casas, perfumadas e floridas, meu caralho se isso num for uma franga.

Cesar, Nail, Mário, Rafael e Calil. Todos os brother, do mais novo ao mais antigo. Cesar já tinha anos de amizade comigo, porra, nascemos juntos. Já a outra cambada eram bem mais velhos, o pessoal que me viu crescer, digamos. Como é duro voltar a escrever depois de um tempo distantes desse teclado opressor, hein? Parece que estou mais lento do que o normal, e olha que eu costumo ser rápido. Todas essas minhas crises de subsistência estão sumindo aos poucos. Sinto que é por ter passado pelo inverso das situações, e só assim que consegui entender essa bola repetitiva que são os dias na cidade. Não morei fora dela, e nem por isso deixo de ver o caos que as nossas rotinas se entrelaçaram, e nos acostumamos a reclamar e não gostar de como as coisas vão, sempre empurrando com a barriga, escolhendo a cada dia se responderá: sim, estou bem e você? Ou: não, não to bem, e você? Foda-se o que você responder, o seu interlocutor não vai dar a mínima pro que ta acontecendo contigo, desencana.

Mas a trupe não conseguia desencanar rápido assim, se bem que eu não tinha mais nenhuma expectativa pra que isso de fato acontecesse, os old school entender a meninada nova? Nem fudendo com KY.

E que se dane o que vão achar, porra, foi uma noite daquelas. Voltando. A trupe e eu. E o menino Cesar também, que sem ele o role não é rolê, e nem muié há de ser mulher. Nos encostamos perto de umas garotas bem crescidinhas, que riam sem parar pra tudo e todos que passassem por elas. As cervejas chegavam de monte e o papo era bem mais descontraído do que eu pensava.

Mário é o mais velho, quase beirando o sesentão aí, ainda com vida e muita sabedoria na cuca. Calil que não passa de um droguinha muito doido de bala, que no fundo no fundo você consegue extrair algo de bom, ou não.  Rafael metido a satanista e rockeiro das antigas num ta muito diferente da porcadaiada que esses geração X são, mas tamos aí. E Nailzola, vugo Nail, Brazil! Um prospecto de Viking – como ele se intitula para os mais próximos – com sua barba bem feita de macho alpha anos 2000. Todo arrumado, engomadinho na sua bolsa de alça única de ladinho. E Cesar, sem ele num rola, né?

Bebendo cerveja, numa boa, e os caras fora o Cesar não eram chegados tanto assim em fumar perto dos outros. Não que o tabaco fosse uma arma mortífera, mas a canabbis sim, isso no mundo deles. Então, perto dos mala sem banza. Até aí perfect. Mas se liga: a noitinha começou a comer o cú do sol, ele se foi, aí uns raios de estrelas brancas enraizaram o céu, aí meu irmão, a noite chegou arrebentando, e o que ia rolar? Maconha e buceta.

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