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Imagine só: dois homens desempregados. Os dois começaram a roubar, furto qualificado em mercados de outros bairros para não serem reconhecidos. Os dois não se conhecem mas praticam a mesma função, são o que conhecemos de “bandidos”. Certo dia um deles é pego pelas câmeras, mas o outro não, e estavam no mesmo mercado furtando. Quem nós julgaremos? Apenas o que teve a infelicidade de ser preso, porque nem teremos ideia de que o outro também era ladrão? Aliás, quem seria o outro?

A informação que temos e dissertamos é aquela que nos é informada, e não necessariamente a informação real. Resumindo: dois ladrões, mas que para nós é um ladrão e o outro um bom cidadão, porque é naturalmente que categorizamos os seres humanos, para sabermos se são da nossa mesma categoria ou não. E a cadeia serve apenas para separar os “marginais” que andam na margem da sociedade, e os “cidadãos de bem”, que nada mais são que na maioria das vezes quem teve oportunidades e chances para chegar onde quer, mas para e pensa… e quem não tem essa chance? E quem tem muito potencial e vontade de ser alguém, mas por causa de sua cor, condições financeiras, aparência ou o que o valha, não ter oportunidade… isso causa revolta e exclusão, que são um dos fatores a levar alguém ao crime que é a margem da sociedade. Então, antes de tudo, quem forma muitos dos marginais somos nós “cidadãos de bem”, que temos as oportunidades que eles não tem.

E se for pegar essa causa com as duas mãos, posso dizer que os brancos, heteros e religiosos tiram a posição do negro, bissexual e pobre, tanto nas faculdades quanto nos escritórios. Na televisão e em qualquer outro palco, é muito difícil ver a predominação dos negros e pobres, até porque a própria emissora consegue reproduzir o seu projeto de favelado e de favela, como se eles entendesse realmente o que se passa em uma.

Qual o peso que alguém carrega quando ela julga? E quando ela critica? São duas situações totalmente oposta, e você nunca se sentiu tão bem dissertando sobre os atos do próximo, sem antes analisar os seus. Não que você seja pior do que o encarcerado, mas os seus atos ilícitos não foram pegos por câmera nenhuma, e não tinha policial algum pra te abordar só por causa da sua cor de pele. 

Refletir sobre nossos próprios preconceitos é como apedrejar as nossas ideias, e por mais que elas forem todas deturpadas e errôneas, eu não aceitarei que o outro seja mais certo do que eu. Não se tem mais debates e nem discussões porque eu não aceito que você imponha a sua opinião. É certo que a minha é a unica verdadeira, e eu serei extremamente a favor de tudo o que eu acho certo, sendo religiosamente ou não. Eu faço parte de um movimento que milita por uma ideologia em especifico, e se caso você for do lado oposto te derrubarei, dialogo não me serve de nada, afinal, sempre falamos e falamos, mas ninguém nos escuta, nem eu mesmo ouço o que eu digo.

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