Carmelita [1]

Os Caminhos Da Paixão Proibida

Carmelita. Enquanto estava distante no teu mundo colorido e novo, era Carmen, quando nos meus braços se abrochava e após adormecia, era Carmelita. Onde é que você estiver, espero que ainda se lembre do nosso mundo inventado, proibido e fantástico.

Confesso ter me guiado direto para a morte mais dolorosa, e para o fogo mais ardente, mas cada tormento fora compensado, e na loucura do impossível nós vivemos. A liberdade do amor proibido acarretou o meu destino. A culpa e o prazer chegaram ao clímax. A transgressão da lei natural fora ultrapassada, e encontrei um pedaço do céu que me conduziu ao abismo.

Quando o sentimento envolve pecado, sua dimensão se condiciona a ser proibido, porém isso não o terna menos desejado, e nem garante seu termino, o verdadeiro amor nunca estará acabado, e assim Victor vivia, com seus delírios escondidos, nos caminhos da paixão proibida, Carmelita.


Parte um

 

Mas há 15 anos antes, faltavam ainda 3 anos para Carmelita ser plantada com todo esmo e carinho no ventre fértil de Dona do Carmo, fui seduzido. Oh sim, meus caros amigos eu fui seduzido, mas de certa maneira que um jovem rapazinho nunca tenha sido, certamente todo o fogo da paixão queimou no meu pequeno corpo, e os delírios que eu só teria mais tarde me açoitaram sem piedade, o porquê da minha puberdade ter aflorado tão cedo eu não sei, nunca soube de muitas coisas, mas que foi nocaute na parte racional de meu cérebro, isso foi! Agora pergunto a vocês, jovens e senhores, adolescentes e adultos, qual o sentido da sedução? Porque ela não é perpétua? Em qual momento se extingue o motivo a que se prolifera?  Porque logo eu?

Tinha tantos outros garotos, mas eu fora julgado pelo juiz que se colocava em posição de réu, e o que poderia fazer com a liberdade usurpada de um caminho por estradas proibidas? Lagos, flores belas e perfumosas, pássaros e borboletas, o sol e o céu azul, árvores frutíferas e uma maça no final da trilha, a mesma em que eu procurava, deliciosamente vermelha, pulsava, como um coração arrancado das artérias, um glóbulo limpo do sangue espesso, livre do bombeamento diário e opressivo, pronto para ser consumida, seu sulco vermelho me detinha, paralisava e possuía, era certamente o fruto da perdição, a mãe, a origem da minha maldição, carmelita.

O dia como todos os infindáveis outros dias passava de maneira Preguiçosa, o vento não percorria os arredores de minha casa e o mormaço de forma sorrateira queimava nossa pele feito o próprio raio de sol, mas lhe faltava a fotossíntese para poder substituir a grande estrela amarela. Na verdade amigos, a cor certa não seria amarela… Afinal, que cor tem o sol a não ser de fogo?

Naquele mesmo dia que enfim decidi dar fim ao meu questionamento sobre essa pergunta, fui ate o quintal, era grande, metade coberto, metade ao céu livre, me dependurei no muro que cercava toda a parte frontal da minha residência e ergui meus olhos ao leste, cada vez que minhas retinas escalavam todas as formas de vida naquele cenário pobre e faminto de vida, a quentura agonizante destorcia minha vista.

Todos sabem qual a sensação de olhar fixamente para a grande estrela quente, os olhos simplesmente ardem e uma agonia atemorizante nos invade impedindo que continuemos a olhá-lo, e assim quando afastamos o alvo, a visão se esbranquiça, colore, vibra, pisca e toma formas abstratas de imagens distorcidas do que antes era Sol, mas que se transforma em um espetáculo de muitos tons imperceptíveis e momentâneos que dançam e saltam bem na nossa frente, tente tocar e não ira conseguir, tente fechar os olhos e abrir, a imagem destorcida ainda estará lá, flutuando sobre nosso campo visual, e assim é com todas as outras formas de luz cadente, ou luz estalar, ou qualquer que for a ocasião.

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