Turminhas

A divisão de categorias nasceu desde os garotinhos do presinho, onde cada um deveria caçar a sua turma. Era normal de ver isso no começo das aulas, os olhares se cruzavam, cabeças acenavam que “sim” ou “não”. As turmas iam se reunindo conforme cresciam e escolhiam se tal criança poderia entrar ou não pra gangue, era emocionante ser escolhido pelos melhores, mas ninguém nunca sabia ao certo quais eram os critérios principais de escolha, afinal, ninguém se conhecia no começo.

Tinha aqueles que apanhavam muito e não falavam nada. Eram jogados na lixeiras iguais nos seriados americanos. Tinham suas merendas roubadas e os livros da mão jogados no chão. Realmente a ficção das telinhas são reais, e isso não é nada engraçado. É bullying.

Tinha os que batiam muito e sentiam os dominadores do pedaço, os mais fortinhos, sendo gordos ou fortes de verdade. Eu até achava que muitos deles já puxavam ferro desde seus 6 anos de idade.

E tinha eu. Que estava ocupado namorando. Sempre namorando. Essa fora a minha escolha, as mulheres. Não quis nem apanhar e nem bater, queria carta de amor e andar de mãos dadas por aí.

Não vou negar que cheguei a tomar alguns croquis e que nunca estava preparado para revidar, mas reivindique a possibilidade de me tornar um categórico musculoso ou amedrontado.

  Compra no boleto e paga na lotérica
   Baixa aí que é de graça

amazon-iconsaraiva icone clube icone google play  icone agbook

      twitter 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s