Simples cabeleireiro

O cara era um simples cabeleireiro, não merecia isso.
Imagine uma profissão sofrida, onde você tenha que trabalhar finais de semana, feriados, final de ano e segunda a segunda.
Muitos param na segunda feira para dar um descanso, mas dizem ficar perto do telefone caso surja uma emergência como casamento, aniversários ou festas surpresas.
Esse cara aí que estou falando, que é cabeleireiro, é marido e pai de família, acorda por volta das 5:30 da manhã para abrir seu (alugado) salão as 7h.
Não bastando abrir tão cedo o substabelecimento, ele costuma largar a tesoura lá para as 21h 22h, isso quando não fica até mais tarde com clientes especiais que só tinha aquele tempo para dar um tapa no quesito capilar.
Certa vez esse cara estava estacionando seu carro em frente ao seu salão, era por volta das 6h50. Ele saiu do carro bocejando, era uma quinta feira e a semana estava sendo cheia para todos nós.

Bateu a porta e girou a chave. Trancou.

Até ai tudo bem. Só que a vida é uma caixinha de surpresas e quando pensamos que não tem como piorar, aí que piora!
Uma moto subiu a ladeira rasgando rasgando, o motoqueiro passou por ele e deu uma rapta e sutil olhada. Outra moto desceu na mesma velocidade observando igualmente.

Suspeito? Certeiro!

Hoje em dia antes de suspeitarmos de um bandido já estamos sendo roubado por eles.
O cabeleireiro fechou os olhos e balançou a cabeça. É, ele sabia que infelizmente a tão temível criminalidade iria se boicotar diante dos seus bens.

PERDEU PERDEU !

É amigo, nós sabemos que ele perdeu. Aliás, todos nós perdemos diante de um assalto. A vítima perde seu respectivo bem. O assaltante perde sua dignidade e honra. A sociedade perde o valor de segurança.
Mas e as penitenciárias? Elas não perdem espaços, porque provavelmente o punido da história será o trabalhador que comprou seu carro com muito esmo e irá pagar suaves parcelas que constituem mais na metade do seu salário e isso por 40 meses. Enquanto o indivíduo que tomou posse indevidamente o bem alheio não será nem procurado.
Vamos deixar de lado a visão do crime e castigo e vamos tratar a vítima e o opressor como dois indivíduos de comum acordo:
O primeiro indivíduo doou anos de sua vida para a economia e poupança de todos os seus lucros, se absteve das mais simples e necessárias regalias que qualquer um tem, para juntar o valor necessários e dar entrada no seu carro. Tal esse que não seria um produto de luxo, ou para engrandecer seu ego e nem fazer bonito na vizinhança, era um veículo usado, rodado e o único que cabia dentro do seu orçamento. Não bastando todos os sacrifícios feitos para dar a entrada, o comprador tomou ciência de que sacrificaria ainda mais tempo trabalhando pelos próximos 40 meses.

Já o segundo indivíduo teve a simples função de tomar posse indevidamente do bem material do seu próximo. Deixando-o drasticamente prejudicado e desfalcado.

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