Fodas acumuladas

Eu não sei quando foi que as coisas saíram do lugar, mas uma hora ou outra tudo volta ao normal, é só questão de tempo e de sorte pro mundo não nos engolir enfim.

Eu vivi de maneira fútil e promiscua, não tenho porque mentir. Mas o importante fora que eu fiz o que queria e não fui influenciado por nada e nem ninguém, isso é o que soma nessa vida de merda.

Não tem muito segredo, as mulheres existem e uma hora eu chego até elas ou elas até mim e a porra toda acontece.  Desse jeito, sem nenhuma magia ou pirofagia. Sou atraído muito fácil e o pior de tempo é que sempre me apaixono no final. As transas poderiam ser mais simples caso eu soubesse encará-las como simples fodas que acontece na vida de qualquer ser humano, mas não, tem toda essa merda de sentimento e reciprocidade, isso fode com muitos homens intelectuais, pensam que sabem tudo sobre a vida até encontrar um amor avassalador na esquina e se esborracham. No final não resta ninguém, só algumas garrafa vazias de cerveja e bitucas de cigarro apagadas no chão.

O sofrimento que chega a ser doentio pela última vadia que passou na minha vida logo passará e sei que amanhã terá um incomoda igual por uma mulher diferente.  Deus queira que por mais que eu sofra, nunca seja pela mesma traidora, isso não seria perdoável, a rotatividade de buceta é necessária para manter esse M de macho antes do meu nome. Pode ser só papo idiota de masculinidade sendo afetada, mas eu levo em frente meus pensamentos, sou o único com autonomia e interesse nisso.

Eu passei um ano escrevendo merdas e para mim que ainda não vivi porra nenhuma, esses doses meses é tempo pra diabo, mas a questão é que sempre aceitamos a ideia de que sabemos das coisas e está tudo sob controle até quebrarmos a cara e nos vermos na vala. Pronto, a ficha cai e lá vem chá de realidade. Então aconselho o meu subconsciente a não se precipitar nas próximas bucetas que ele encontrar – eu sei que ele não esta me dando ouvidos – mas o importante é não chamar atenção, não ter responsabilidade para ser o cara da mudança ou o cara bonzinho, isso é muito difícil de manter, eu prefiro estar no lado negro da força, nas beiradas do sucesso estrondoso dos bons modos que dizem não morrerem nunca, mas que já foram enterradas há muito tempo.

Demorou exatos doze meses para descobrir que escrever por escrever não era a droga da solução dos meus problemas e nem mesmo um dom. Mas como eu iria negar o fato de   que meia dúzia de elogios e algumas bucetas fáceis através do que eu escrevia não iam subir pra minha cabeça fudida? Eu ferrei com tudo, deixei muitas oportunidades verdadeiras passarem enquanto me imaginava um grande escritor famoso, mas no fundo sabia que era um merda, um FILHA DA PUTA de um merda, sem ter onde cair morto, e sem talento algum.

Eu lia sempre Bukowski, e partia também da leitura de outros gêneros parecidos com o dele, mas nunca consegui sair dessa linha, a do erotismo e da realidade negativa, e minha percepção sobre a escrita foi se modificando, mas não importa quanto nós evoluímos, quando nascemos bostas, morremos bosta, não tem como mudar o destino de um pau pobre e torto.

Não se pode viver apenas de xoxota e livros, essa é a vida que eu gostaria de ter, e realizar o sonho do livro em primeiro lugar nas vendas é tudo o que um escritor quer, mas não tem como viver disso quando se é um amador desconhecido, só que tem como tirar algumas vantagens. A minha estratégia era escrever algo bonitinho que de pra enfiar goela a baixo de alguma doido por ai, e depois sair com ela, seduzi-la ou simplesmente deixar que ela seja seduzida por mim e falar sobre o que escrevo, e sobre quem eu leio, sempre funciona. Criando esse clima patético de literatura, sexo literal e blá, chegamos ao clímax da vontade de dar a um escritor e ler o que ele achou sobre a foda. Bom, aí que eu entro com tudo e como as minhas leitoras, no geral é bom e sai algum conto. Não é sempre que eu agrado com minhas palavras, pode ser porque com o passar do tempo eu tenha ficado muito sincero e isso não agrada a massa, porra, nem Jesus Cristo agradou a todos, eu não tenho que segurar esse fardo.

As fodas vão se acumulando e os contos também, e no fim do dia sobra um tempo para escrever como é que foi ir a um motel ou a casa de alguma mulher e ter ela por algumas horas em uma privacidade inventada, num quarto temporário, e isso me fode cada vez que eu penso, mas o problema não é esse, e ninguém nunca saberá qual o problema, pois eu não consigo encontrá-lo, talvez não tenha problema em transas casuais. Eu devo ser realmente um doente por sexo e que se apaixona por cada vadia que mete a porra do meu pau, e isso entra num ciclo que não consigo sair e pronto, as historias saem e eu fico com uma parcela das vantagens, mas quais são elas eu realmente não sei.

Certo dia não estava conseguindo sair com ninguém, parecia que estava repelindo as bucetas então, pensei em ir a um puteiro ou coisa do tipo pra tirar o atraso, fuder uma buceta e depois pagar por isso. A idade me pareceu horrível, eu não conseguia me imaginar num clima desses de serviços prestados, no máximo eu poderia me vender por alguma coisa importante, sem essa de dinheiro, mas pagar por prazer, não se tem prazer quando a recompensa é certa e envolve grana, afastei a ideia, alguém ia aparecer em menos hora, tinha que esperar só isso.

O problema de levar esse tipo de vida é que as pessoas não estão nem ai para os seus motivos, elas te chamaram de promiscuo e galinha por mais que você tenha um motivo esplêndido. A questão é, se uma pessoa estiver fudendo muito; tem algo errado. Se uma pessoa não estiver fudendo; tem algo de errado. O ideal seria fuder regularmente, não com sua mulher ou namorada, mas com alguém de fora, uma gata da outra cidade, aquela que inveja a sua companheira, a amiga dela, ou sua prima. Qualquer mulher que esteja fora do seu circulo diário, isso te dará a imagem de homem desejado, e pronto, estará no topo másculo.

Escrevi 1.110 palavras e nenhuma delas tem algum tipo de importância, mas um dia vai ter, um dia essas baboseiras serão lidas e interpretadas no mundo aí fora, e veremos o efeito delas. Mas por enquanto prefiro ficar no anonimato, escrevendo, bebendo, fumando e fudendo, são as únicas coisas que eu sei e posso fazer no momento.

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