Tempos de Ouro [1] – O inocente

Escreverei este livro, mas a cada página que eu terminar, irei rasgar e queimar para não sentir nem o rastro dessas historias. E que a fumaça dessa maldita música em forma de romance vá para o inferno com todas as outras formas de amor que exista, eu não quero sentir mais isso, é muito forte para mim.

E abri outro litro de Whisky, nada era mais lento do que beber e ver as nuvens passarem lá fora. Isso é tudo o que você irá ver por aqui: bebida, nuvens, céus, amores, desamores, mulheres e vidas que foram ou não vividas. E eu começo.

Bia me seduziu. Ela ainda era uma garotinha, mas mentia muito bem, eu não sei quem que foi que a ensinou, mas ela me enganou direitinho, talvez essa tenha sido a primeira vez que eu fui traído por uma mulher. Nada mais justo do que ser ainda na puberdade.

Aconteceu mais ou menos assim, ela queria me levar pra sua casa e dizia que íamos conversar, eu cai na dela, ainda não tinha tanta malicia no olhar, mas me lembro que um dia antes do encontro eu faltei no meu curso de inglês e fui correr. Aquele não foi um dia comum, eu corri por dez quilômetros e nem tinha notado, eu simplesmente não cansava e quando eu que estava em outra cidade tive que voltar. Na volta pensei em tatuar meu corpo, talvez Bia fosse querer vê-lo no dia seguinte, e eu com um dragão no braço não ficaria nada mal.

Corri pra ficar em forma, me sentia despreparado, como se ainda não tivesse treinado o bastante ou algo do tipo. Tirei a ideia da tatuagem da minha cabeça e continuei correndo de volta pra casa. Quando foi a noite eu me banhei, só que nesse dia eu demorei. Fiquei olhando para o meu pinto, vendo de que forma ele poderia agradar a Bia. Bom, ela é uma garota e não possui um, então só por esse fato eu já a agradaria lhe dando como presente.

Ele estava cabeludo, dei um trato com a tesoura e fiquei muito mais charmoso. Acordei no outro dia como se nem tivesse dormido. Os meus olhos estavam vidrados e eu não conseguia pensar em mais nada a não ser o encontro com Bia, lembro que nos encontramos no terminal e um senhor de rua disse a ela que era mestiça, e ele acertou. Não entendemos e demos muita risada. A autenticidade de Bia beirava o céu, ela era explosão de animo e espontaneidade. Eu tinha medo do que ela poderia falar ou fazer, mas esse medo era simplesmente vergonha, eu que era tão fechado, como uma ostra escondendo a perola.

Nós conversávamos como amigos, nada de casal. Eu pensei que aquele momento fosse ficar só daquela maneira mesmo, mas quando fomos chegando eu notei que ela jogou o seu corpo para frente, dizendo que estava cansada e que iria se deitar quando chegasse, mas que antes iria tomar banho. Na verdade ela não comentou sobre o banho, só quando chegamos mesmo. Subimos a escada de espiral e viramos a direita, ela foi direto para o seu quarto e jogou a bolsa no chão, caiu que nem peso morto. Fui até ela preocupado com que não tivesse desmaiado, e lá estava ela, balançando os braços como quem faz anjinho na neve, e eu fixei os meus olhos no seu, via ela me chamando em silencio e eu não podia negar, o meu corpo entendia que tinha que ir até o dela e que isso era o mais certo e justo a se fazer, então eu o fiz.

Me aproximei assustado de Bia, não sabia como agir, eu não era homem o bastante para ter o controle das coisas, a minha pureza deixava a virgindade escancarada para quem quisesse olhar, até porque quando coloquei a mão na bunda de Bia, por dentro de suas calças, foi a vez em que mais me senti másculo e aquilo me agradou além dos vídeo games e brinquedos da minha idade. Ela já se acostumara, dormira de conchinha até com o seu ex namorado, e eu pensando que teria que ensiná-la a como fazer.

Sinto que sou sempre o último a saber das coisas, como se nada fosse exclusivo para mim, e isso me da saudade de tempos que eu nem vivi. É de cortar o coração ver uma pessoa sofrer tanto e não poder ajudá-la, ou melhor, não querer ajudá-la. Dinheiro não substitui afeto e por isso que senti a falta do meu pai quando era pequeno e só tinha a Bia como referencia para amor, nessa época minha mãe estava muito distante tendo que colocar comida na mesa. Eu mal a via, tinha que brincar sozinho para disfarçar a falta que sentia de alguém pra cuidar de mim.

Por mais inocente que eu fosse, aprendi a como agir em questão de segundos, algo que só os instintos de um homem poderia explicar, eu mesmo não consigo chegar numa resposta decente para relatar, mas agi, fui para cima de Bia como um louco insaciável.  Deitei meu corpo sobre o dela e a beijei de uma maneira que ela nunca mais fosse ser beijada.

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