Mundo melhor, livre arbítrio e exemplo de vida

Mundo melhor é exatamente a afirmação do não. Não a falência humana, a desesperança do mundo, a desconstrução do nosso sonho. Imagine, se nós somos capazes de dizer não, também somos de dizer sim.

Rousseau dizia: Um cão morre de fome ao lado de um quilo de alpiste. Um pássaro morre de fome ao lado de um quilo de carne. Ou seja: se não tiver em sua natureza, ele não faz. Nós somos dotados da escolha. Escolhemos o que iremos comer, por mais que nos faça mal ou não.

Quem ama é capaz de negar. A afirmação constante: isto é a autorização continua não forma alguém livre e sim alguém soberano, e esse soberano vira contra você depois. Pois é da natureza de quem se sente no poder do sim, querer ir contra quando houve não, e isso cria conflitos que podem ser irreversíveis, pois se por determinado tempo você lidou com alguém na base do sim, por mais que encaixasse o não. A pessoa não entenderá a complexidade da sua negação, e só terá empatia pela afirmação, indo contra a sua discordância e se tornando sua inimiga á percepção dela.

Os valores de amigo e inimigo se encontram na harmonia entre as opiniões. Se houver concordância em tudo é sinônimo de igualdade moral e isso demonstra a possibilidade de possível afeto e aproximação idealizada, mas nem sempre somos solidários com os problemas alheios e o nosso inferno astral pode gritar mais alto do que o do próximo, e nos sentimos superiores até em nossas solidões.

O pantaneiro diz: não de asa a cobra. Pois se já é um ser que sem asa é capaz de causar estragos, imagine se você der asa? Pode duplicar as chances de que aquele animal utilize as suas habilidades em te danificar de alguma maneira, sendo contra os seus outros animais ou contra sua própria pessoa. Mas existem pessoas que dão asa a cobra sem disciplina e isso degrada a moral de ensinamento dessa mente, que anulou as possibilidades negativas do seu ato e investiu no contrario do que deveria fazer, pois tornando um animal superior a você, tira a sua capacidade de dominá-lo. Precisamos nos sentir dominantes para que nos sentirmos vivos.

Hoje as crianças confundem desejo com direito: eu quero, você tem que me dar. E a ausência da ideia de esforço. Bom, qual é a situação atual da nossa geração? É de que a tecnologia chegou ao ponto que consegue facilitar as nossas funções e tarefas do dia-a-dia, e cada vez está mais prático e cômodo desenvolver as atividades mais simples. Levando toda essa praticidade em conta, a criança que nasce nesse meio, vê o mundo com olhos menos preocupados, pois não se exige mais tanto esforço dela para aprender e se desenvolver, sabendo que os utensílios fazem o trabalho quase que por si só, e então a intervenção dela não é tão obrigatória, e quando é, se exige apenas manuseios básicos ou toques periodicamente: a ideia do touch.

Parte da geração que está chegando, suas famílias nãos seguem mais a ideia do esforço, como que tudo fosse quase que automático. Não se tem mais relação afetiva com brinquedo, porque antes tinha que esperar datas comemorativas para se ter contato com brinquedos e novidades para a criatividade da criança, e com isso era exigido obediência e esforço delas para alcançarem melhores retóricas nos presentes. Hoje se ganha brinquedo o tempo todo porque é uma forma de compensação. O que não compensa o tempo que não é destinado a dar atenção ao filho, vê-lo crescer, aprender, errar, se desenvolver.

Hoje vivemos na filosofia do desapego, mas ela pode ser muito perigosa, pois quando sou apegado a algo eu quero tê-la, e minha necessidade de tê-la transcende a todas as outras – isso está incrustado no pequeno príncipe. A frase “você é responsável por aquilo que você cativa”: é excelente para demonstrar que você acaba sendo castigado por aquilo que se cativou, querendo ficar em constante contato com o mesmo.

A geração dos trinta e cinco a cinquenta anos é a única que cuida de duas gerações. Geralmente cuidam dos seus filhos e dos seus pais, tanto financeiramente quanto moralmente. Imagine a geração atual que não aprendeu a filosofia do esforço e é adepta ao desapego, de fato as possibilidades dela querer cuidar de um número maior de pessoas além dela serão mínimas. Isso quer dizer que teremos pais abandonados e filhos mal criados, pois a ideia de que o filho é responsável pelo seu pai quanto pelo seu filho se desmontará, e seguiremos a nova filosofia de que priorizamo-nos em primeiro lugar, e se possível os filhos, pois os colamos no mundo, e nossos pais se sobrar tempo e estrutura para isso.

A forma em que nos condicionávamos na geração anterior era em base de exemplos. Um exemplo que pode descrever esse costume era de que: um pai de família em plena segunda feira, depois do trabalho, toma uma taça de vinho no sofá de casa em pleno silencio. Seu filho se depara com ele e pede para beber refrigerante, mas o pai nega dizendo que “bebida em casa só no final de semana”. E então o filho o questiona dizendo que ele está bebendo o vinho, e isso quer dizer que ele também tem direito de beber, mas o pai adverte que ele só está bebendo, pois está tenso. E então o filho entende que a bebida alcoólica é ligada a momentos tensos, como: criar um vínculo de bebida alcoólica com remédio. Isto é, se está tenso beba, se terminou com a namorada, beba! Se tem prova amanhã, beba!

Essa ausência de autenticidade é de natureza exemplar, onde a ética mergulha nos nossos conceitos a procura de autenticidade. Por isso os homens que mais nos espelhamos da historia eram aqueles que não eram autênticos, por exemplo: Mandela, ele nunca se vendeu. Jesus de Nazaré não se vendeu. Quando a gente observa que Mandela não fez todas as coisas absolutamente corretas ele não é irreprovável, mas ele nunca se vendeu.

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