Ética, decência e indecência

A ideia de um mundo melhor exige um otimismo critico. A capacidade de não se deixar derrotar por uma postura que é aquela que tal como as coisas são, esse é o modo de elas serem, claro que existe a militância do mundo melhor. E há aqueles que cultivam o desprazer de ver as coisas desmancharem e se destruírem. Há aqueles adeptos a destruição e regresso, como se não houvesse motivos para seguir em frente, e sim ceder as forças para o desanimo do comodismo e da conformidade.

A dialética é encontrar informações coerentes e concisa em ideias contraria das nossas, e não somente frisar nos nossos pensamentos em particular. Sabendo que existe um mundo e que dentro dele há infinitas formas de vida e pensamento, consequentemente a nossa forma de viver não será como a dos outros, mas existirá o caminho mais coerente que nos guiará para o êxito pessoal e interpessoal, essas são as famosas teorias, que servem principalmente para nos identificar e guiar em meio de tantas outras.

O professor não é a figura que facilita as informações ou que leva o conhecimento livremente para o aluno, e sim aquele que perturba, questiona e ajuda a encontrar as respostas para nossas perguntas mais obvias possível. Temos o costume de menosprezar o que é obvio e exaltar o complicado, porque entendemos que o obvio é obsoleto, e o complicado mais complexo de ser compreendido, e sem duvidas não deixa de ser, mas o obvio continua com a sua essência fundada na origem de cada teoria, e não se deve complicar as coisas na vida para que não precisemos de um “descomplicador”, que é a função propriamente dita do Advogado. Ele a grosso modo falando descomplica o vocabulário formal e jurídico dos códigos, e os pagamos bem para isso.

Sócrates iluminava os seus discípulos nos seus diálogos, sendo menos pedagógico e mais intuitivo para quem aprende. Paulo Freire iluminava os mestres além dos discípulos, porque ele tinha o intuito de ser pedagógico e por isso se tornou o mestre dos educadores.

Pra pensar na ética tem que provocar. Quando entendemos alguém como “uma bela pessoa”, não estamos falando e estética e sim de ética. O que é uma bela pessoa? É aquela que tem vergonha do que não deveria ter feito, e tem vergonha o suficiente para não fazer de novo o que fez. Mas que não devia ter feito, entrando em acordo com o senso comum do que é certo ou errado de determinadas culturas e sociedades. Se você opta por seguir o que vai contra o senso comum da maioria, você toma as vertentes laterais, onde são as margens da sociedade, e então é chamado de “marginal”, o que podemos concluir que o marginal é o que segue as margens inicialmente ideológicas, e não necessariamente criminais ou ilícitas.

Aristóteles claudicava, e ele era ridicularizado por ser manco, algo que deveria ser compreendido como uma condição dele. Sua deficiência era vista como algo ridículo na época. Por isso que a beleza de alguém em grande medida ela advêm da força de sua ética que é acolhida e manifesta. Não sabemos qual é a feição de Jesus Cristo, sabendo que nos filmes eles usam o padrão ocidental e midiático. É provável que ele não seja loiro de olhos azuis, pois era palestino. Sendo assim os valores éticos de grandes pensadores torna a nossa imagem estética deles refinada, como se eles fossem belos homens por todos os seus feitos, a tal ponto que a gente acaba criando uma mitificação, que é a transfiguração.

Tomás de Aquino era um homem muito rechonchudo, era chamado de Boi Mudo da Sicilia, e por mais que suas proporções estéticas fossem fora do padrão de beleza comum, as suas virtudes intelectuais e morais transcendiam e nossa sobre ele é de um belo homem, pela capacidade magnífica de elevar o seu intelecto e não pela sua aparência física.  Aquilo que é belo é o que emana vitalidade e decência. O indecente é aquilo que enfeia. O descente é o que decora, deixa bonito.

A diferença em enfear e enfeitar não é apenas de fonemas, é uma questão de escolha, por exemplo: uma das coisas que o cristianismo mais contribuiu para a filosofia ocidental – e trouxe do judaísmo – foi a ideia da ética como escolha. Adão e Eva não foram colocados na obrigação do que fizeram, eles o fizeram porque decidiram fazê-lo, mas poderiam não tê-lo feito e as coisas seriam totalmente diferentes. O homem não carregaria contigo o peso do esforço e da mentira, e a mulher o da falta de confiança e lealdado, o que lhes foram dados no período de suas criações. Eles tinham o jardim do Éden inteiro para explorarem e apenas uma regra: não comas da arvore, e o que fizeram fora comer desta bendita arvore. A ideia machista de que Eva fora induzida pela cobra a pecar diante de Deus com Adão já fora desconstruída. Existem a más línguas que dizem que Eva comeu a maçã porque a serpente lhe disse que emagrecia.

Quando no diálogo místico de Gênesis a cobra diz para Eva “coma o fruto!”, ela poderia optar por não comer e seguir a única regra que lhe fora imposto, mas desde a origem do homem, as suas decisões pendem para o que devemos ou não escolher, e por mais que havia regras e possíveis punições para quem as quebrasse. A decisão de ultrapassar a ordem foi além e tivemos a primeira transgressão das regras, desde a formação do mundo. Quando conhecemos casos de barragem de regras e resultados bem sucedidos sentimos orgulho e respeito, mas esquecemos que desde os mais primórdios essa ousadia já era cultivada, mas fomos ensinados a abominar as ações que aconteceram no éden por questões religiosas, a grosso modo: não transar antes do casamento, e seguir essa ordem lhe tornava obediente as ordens divinas e uma bela pessoa, que seguiu a ética. Mas era imposta a regra com peso de culpa para quem a transgredisse e não somente uma vertente de escolha, e por isso foram posto para fora do jardim, pois não estavam seguindo as vertentes principais daquela ‘sociedade’. Essa é a primeira ideia de impeachment, mas que foi formulada por Deus, criador da sua personificação em forma humana, que criou o homem e lhe deu a chave da razão, que é o livre-arbítrio. Onde tudo lhe é possível, mas nem tudo é licito. O que escolher? O que é certo e o que é errado?

A ética é como escolha e não imposição. Você escolher ser bom ou ruim, mas deve ser ‘bom’ pelo que as leis constitucionais determinam. Você é livre, mas ao mesmo tempo não tem a liberdade de fazer tudo o que vier-lhe na cabeça, a não ser que sejam coisas licitas.

Portanto enfear e enfeitar é uma decisão, e então quando sua Avó dizia “que coisa feia”, era em questão a sua ética e sua decência. A diferença moral das gerações de hoje referente as gerações passadas segue o fato de que nas gerações anteriores tinha contato maior com os mais experientes, ou “a casa dos avós”. E na casa da avó era onde se podia tudo menos o que ela proibisse, e essa é a mesma filosofia do jardim do Éden.

O que é a disciplina? É poder tudo menos o que não pode. O que é uma pessoa indisciplinada? Aquela que pode tudo, e que não há o ‘não pode’.

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