Dias de chuva

Fazia até a física provar que dias de chuva eram mais românticas, para você ficar em casa e não ir embora, naquelas noites azuladas de inverno. Os ventos sopravam você para os meus braços e caímos nos lençóis mal arrumados da minha cama. A chuva parecia ter sido feita para cair na noite em que os casais se encontravam, fazendo amor e ouvindo as gotas caírem ou chocarem com o vidro da janela do quarto.

A visão lá de fora era escura e o silencio da noite dava ritmo ao som das bocas, em angustia por tocar os outros lábios. Ouvindo o vácuo do universo enquanto os corpos se entrelaçam, e por detrás do céu nublado é que chegamos no paraíso do seu amor.

Queria que a vez que fomos para o lago, você tivesse visto muito mais do que as águas com patos. Mas era como se você fugisse para só votar a noite. E eu me embebedar no seu amor, caindo pelo chão da sala, vomitando os seus destroços. E os quartos estão todos bagunçados com o nosso cheiro. E a nossa cor vermelha e branca pinta os cobertores dos quartos impares. O hotel nunca recebeu tamanha estadia quanto naquele inverno.

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