Brilho dos olhos

Não havia época melhor para se ter vivido. Uma voz calma me dizia “não perca essa chance, não perca essa chance”. E eu não entendia ela naquele tempo. Eu não tinha culpa, era tão novo que as questões dos sentimentos dos outros nem passavam pela minha cabeça. E o seu cabelo balançava enquanto você corria pela terra laranja. Dione, tão branca que nem a luz era mais clara do que você. Suas pernas corriam distancias de mil léguas para os nossos abraços nas manhãs ensolaradas de Cerquilho.

Nós sempre fomos melhores do que tudo. Como se os dias fossem tão bons com a gente sorrindo pelos cantos da cidade. Tragávamos tardes inteiras de baixo do mesmo sol, respirando do mesmo ar e ocupando o mesmo lugar na terra, um dentro do outro. Seu corpo era a minha casa, e não havia outro lugar melhor para se estar no que no seu. As maravilhas do ser humano tinha sabor de mel, e emanava da tua boca. Como uma deusa de outra nação, adorada por sua tamanha beleza que deu nome a beleza no mundo. A amante desconhecida de Deus, a toda poderosa e bela mulher de todo o universo. Dione.

Quando eu cai da escada e rachei a ponta da cabeça, quase que parti para o outro mundo. Ia virar espírito e ficar mortão. Fiquei no hospital por um tempo, desacordado e dopado de tanta droga, que eles chamam de remédio, e o nosso remédio de droga, vai entender?

Dione me levava chocolates e bons filmes para eu assistir, só ela sabia o quanto era entediante ficar numa cama de hospital. Ela conversava comigo sobre todas as coisas que eu gostaria de saber. Fazia diversas perguntas para ela, na esperança de que me surpreendesse com a resposta, e eu até entrar num debate para ver quem sabia mais. É claro que ela sempre ganhava de mim, mulher mais inteligente que ela não havia no mundo.

Sua luz não era branca e cálida como todas as outras, e que temos como referencia de divindade, suas cores eram gritantes e piscavam incansavelmente. Pisca, pisca, pisca, essa era a maneira que o mundo ganhava cor. Seus olhos guiavam todos os seres vivos da terra, e a beleza do seu ser era a origem do amor. Amor por tudo que era belo ao seu redor, e eu encontrava diamantes nos seus pés. Dione representava a palavra magnitude, como se ela fosse a resposta das perguntas impossíveis de responder.

Eu era um cara de sorte, por ter sido contemplado por um dos senhores da terra por Dione. As tardes no hospital foram ainda mais demoradas, a luz lá fora da janela demorava para escurecer e, formar aquele azul marinha que nos deixa ver as estrelas mais brilhantes no céu.

Certo dia ela começou a me trazer livros. Eu não tinha paciência com livros, eram incompreensíveis pelo meu intelecto retardatário. Sem contar que eu não tinha a menor paciência com leitura, era estranho, as cenas só aconteciam caso a gente tivesse que ler, e eu não queria ler, estava cansado demais. No caso dos filmes não, aí eu relaxo, ele passava sem ao menos eu me mover, isso é tudo de bom, e era assim que eu gostava de conhecer as historias antes. Mas no dia que Dione me levou o primeiro livro tudo mudou. Comecei a gostar do suspense que ficava enquanto eu não chegava ao próximo capitulo, e era como se os problemas do livro dependessem de mim para resolve-las, eu e meus olhos observadores.

Sempre que ela me entregava os presentes, acompanhava um beijo na sua boca rosa. Ela se inclinava e fechava os olhos. Os meus fracos lábios pálidos alcançavam os dela como foguete, ele não poderia perder o melhor momento da sua criação, o beijo mais doce que um homem poderia receber.

Dione me ensinou o que é beijar. Eu temo que ela tenha criado o beijo, quando um dia acordou do seu sono divino e bocejou ventos sutis no mundo, e fez a contração de lábios mais simétrica da historia, e foi então que seu espelho seria outro bico encostando com o seu, formando o que entendemos hoje de beijo, e eu nasci com o seu. Vim ver o mundo aqui de fora quando ela mostrou como ele era por dentro.

Nossas primeiras conversas eram descontraídas e sem nenhum assunto fixo. Nós sorriamos mais do que falávamos. Conheci todos os dentes da sua boca de tanto que ela se abriu pra mim. Os meus dias amanheciam todos nublados com cara de música do Coldplay, mas quando dava a hora de ver Dione era como se o sol aparecesse por detrás das nuvens igual nos Simpsons, o seu sorriso era tão radiante que eu tinha que por a mão nos olhos, pra não queimar a retina. E ela desatava a gargalhar, e eu também, tanto que a garganta parecia sangrar de tanta graça.

Nós poderíamos nunca ter virado adultos de verdade, pra pelo menos não abandonar aquela fase sem compromissos. Onde as tardes eram tão serenas que pareciam nem passar. O céu sempre estava claro e podia ficar fora de casa sentindo o cheiro de Dione. Vendo ela correr de um lado para o outro, tentando estender as roupas sem que eu visse sua calcinha, quando o vento soprava e seu vestido levantava.

Dione… me fez escrever tanto sobre você. Antes de te conhecer eu nem sabia o que eram palavras, e depois de contemplar seus olhos virei o escritor mais produtivo do mundo, registrando cada sorriso e piscar de olhos seu. Eu acho que Dione tinha desconfiado disso, e para me ajudar e sempre escrever, sorria para mim do dia até o final da noite. Tão gentil que eu conseguia sentir seus abraços me visitando nas noites silenciosas sem a sua voz.

Ela poderia ser comparada com flores delicadas, porque sua soáveis em viver parecia da natureza, e tudo que tinha sentido já não tinha mais. Ela controlava o que nos fazia sentir medo ou não, e o meu maior medo era não poder ver mais o sorriso dela no meu olhar. Quem seria eu sem o elouquencia dos seus maiores segredos. Toda a lagrima perdoada por motivos honrosos, e que hoje comentamos sorrindo, lembrando o quanto o passado já foi pior do que agora, mesmo estando tão ruim.

Suas feições costumavam contradizer a lei das coisas, elas retrocediam no tempo, ficando cada vez mais belas e jovens. Tão jovens que poderia ser a garotinha dos olhos da doçura. O rostinho mais lindo que os olhos poderiam ver. Mas o tempo passava, como se fosse apenas para mim. Dione não sentia o que os outros humanos sentiam, ela não tinha frio, calor, fome e nem depressão. E ainda assim podia curar todos os males que nós sentíamos.

Os meus amigos gostavam dela, sem nem tê-la conhecido, e olha que meus amigos são bem exigentes para mulheres. E como é que vou esquecer dos meus primos, ainda na flor da idade, nem sabem o que deve ser uma vagina mas decidem gostar dela também. Eu colocaria uma venda nos olhos se fosse você, se ela passar por aqui podemos ficar petrificados, o monstro mais belo que já existiu.

Dione não era só mansidão. Ela também emanava sabedoria, como se fosse a resposta para todas as perguntas. Me dizia sobre os vícios do mundo e a maior dor do vicio eu já conhecia. Fora quando pensei que poderia perder Dione, uma dor invadiu o meu peito e parecia que até os meus ossos doíam, eu não conhecia aquela dor, era diferente de todas que eu já tinha sentido. Era pontiagudo, como uma espada perfurando o meu coração e eu consigo senti-la até agora, nesse exato momento me furando, tentando impedir que eu continue e a doçura dos seus olhos me guiando até o inicio da luz.

Como não entender a dor do mundo sendo que Dione ensinava o que era temer ou não temer. Ela não só parecia rosas no jardim, era como a angustia, tirando toda as forças, derrubando o corpo para o chão, como se não pesasse nem como uma pena. Dione era o sofrimento calado, o que congela o coração na hora de amar, e ela sabia como derretê-lo, e foi assim que descobri que ela fazia parte da natureza.

Eu crescia ao lado de Dione e nós nunca nos diferenciamos de nada, os olhos conseguiam se cruzar em quase todos os momentos, quase porque nós os fechavam para beijar e viajar no céu da boca. Loucas viagens noturnas, com o mar nos levando pelo horizonte branco e azul da lua. E o nosso navio era o Titanic ou algo que o valha. Tão pura que não só mais transparecia do que a água, quanto queimava feito mármore na pele, corroendo os desejos triviais de colar os nossos corpos e penetrá-la como sentia de fazê-lo.

Impedir que eu sentisse seus contatos sensualmente, me rasgando de ternura era castigo. Não havia nada mais excitado na terra do que o meu corpo querendo o seu excitante formato de ser. Suas entranhas exalavam odores que meu olfato era capaz de farejar, e meus pensamentos te alcançavam como os meus olhos também tentavam, e não vê-la tirava a graça em enxergar. E todas as coisas seriam cinza sem a sua cor.

Quando eu tive que viajar para lançar o meu primeiro livro, me lembro que Dione me mandava cartas com beijos desenhados no papel, e eu conseguia senti-los tocando nos meus lábios, como se fossem projetas para mim, eu os recebia e mandava outros de volta, nunca soube se chegaram bem em casa. Eu pedia pra que Dione se enviasse na carta, como se ela fosse caber dentro do envelope, com aquele sorriso do tamanho do universo no rosto. Precisaria de um planeta pra transportar toda a sua alegria.

Dione foi tão esperto quando deu o nome Felicidade para todas as coisas e sensações que nos deixavam assim tão bem. Ela que criou o amor, sabia? Pois é, uma vez Dione me contou que tudo o que eu conhecia tinha sido sua criação, e que ela fizera sozinha, sem a ajuda de ninguém. É por isso que eu gosto tanto dela, tudo ao meu redor a faz parte. Eu sei que ela controla tudo a nossa volta, mas nem é preciso escolher como eu retribuiria a ternura dela, eu não tinha estruturas para compreender todo o meu amor.

E nenhuma outra vida fora tão fácil de dizer eu te amo, que no dia em que eu a disse saiu feito respiração, automática. Não tive pretensão alguma de querer que ela retribuísse as minhas palavras, até porque não as eram isso apenas, tinha o seu significado e efeito estonteante, não era possível não senti-lo, não haveria drama no mundo sem o sue suspense para dizer que também me amava.

Era capaz de eu perder noites de sono pensando no que Dione poderia responder, quando eu a dissesse sobre o que sinto por ela. Meus olhos eram contornados pela orelha, a insônia que tinha nome e rosto, Dione bela. Como a luz que fica no céu brilhando, sem ao menos que nós a chame. Com as suas crateras que eu chamo de espinhas, não são nem de longe imperfeições, e nada me fazia deixar de ver os seus olhos. Eu sinto que eles podem ver através dos meus gestos. E eles sabem do que vêem. E eu que tento esconder o meu amor por trás de outros nomes, em cartas que escrevo para você. Tentando desvincular você do que eu sinto, mas mostrando o quão tímido é minhas células perto das suas.

E eu não podia magoá-la, isso nunca poderia acontecer. Os romances não são escritos de choros e nem de perdas, mas do sorriso que as ganhas de outras pessoas, deixadas no nosso caminha enquanto a conhecemos. E o nosso romance não tinha nem a ponta de um final. Como se o tempo não fosse mais divididos em começo, meio e fim, e só uma distancia infinita atemporal, em que você se estendia segurando a minha mãe, e contando quantas estrelas tem dentro dos meus olhos ao te olhar.

Fomos e somos tão amigos que não há motivos para nos desentender mais, vencemos finalmente a fase dos amores fracos que se desfazem com brigas e desentendimento. E nós sentíamos a verdadeira vibe positiva nos queimando, em sons dançantes, mas eu só a vejo mexer, com toda a destreza que ela mesma inventou. E seus movimentos de petrificava, quase tudo que ela fazia me petrificava. Eu ficava feito pedra, bem dura e imóvel, enquanto ela passa, desfila na minha frente, joga os seus cabelos para trás ao vento, e tudo que eu quero é acompanhá-la, vamos sair qualquer dia desses?

Ela aceitou o meu pedido. Eu não poderia ter ficado mais feliz. Fomos para uma cafeteria, sim, da maneira mais clichê e romântica possível, ela era a minha única chance de ser feliz, e não porque eu não iria ter outra chance de tentar, mas é pela importância de acertar na primeira vez, certeira. Para não restar tempo de se perder, e os sentimentos continuarem os iniciais, que formou a paixão naquela troca de olhar, quando a gente se encontrou pela primeira vez. Eu me lembro de ter esperado sua beleza passar enquanto andava, e o mundo não daria outro espetáculo visual depois de conhecer a sua esfera extraordinária de beleza.

Ficamos olhando a programação daquele final de tarde. Passando os canais, dando um giro no mundo, e nenhuma noticia era novidade para a gente. Nos olhávamos tanto que era como temêssemos nunca mais poder enxergar. E eram horas vendo o mesmo rosto, brincando com os traços do rosto um do outro, e a boca se mantinha sempre a mais visível, com seu rosa tão vivo, me chamando para beijá-los. Preciso deles, preciso viver dessa fantasia tão real que tenho de nós. E o espelho que nos reflete por dentro dizendo algo que soa como a verdade, e você esconde sua sinceridade dentro dos seus córneos pensando que ninguém vai descobrir, essa mentirinha de nada que todos nós cuidamos e alimentamos, durante tanto tempo, que cresce e se torna o motivo para não existir mais verdade entre vocês.

O mundo que antes era só a maneira em que viemos para terra viver, fazendo tudo muito certo e correto, como se a realidade predominasse opaca e vazia, e Dione com toda a sua autenticidade cria a emoção, que é a que vemos nos livros de literatura como na historia de Romeu e Julieta, e somos tão novos quanto eles, como se fossemos criação de Shakespeare numa era moderna, de quem sabe: cartas? Ou ela são antigas demais para eu classificá-las como não-modernas, e você que pensa que o seu email supera as palavras escritas pelos próprios dedos, calejados de tanta saudade, não há fotos para que contemple o rosto da amada, não há vídeos que reproduzem os mesmos movimentos por qual você se apaixonou, e nem telefone para ouvir aquela voz que te cala e afaga o peito.

Com o que eu iria me preocupar sendo que Dione fazia chover e fazia parar. Entendida de todas as sensações, e sabia que a nossa distancia nunca seria as cidades que nos separam no mapa, mas seria quando não sentíssemos mais vontade de abraçar um ao outro quando nos reencontrássemos para mais uma tarde juntos. Dione sabia como ninguém que tudo ficaria bem, e num piscar de olhos nada me preocupava, como um sedativo para a viagem mais tranquila e cheia de paz de nossas vidas.

Cada dia com Dione é um dia que podemos chamar de diferente, não por não ser igual aos outros, mas por ser único. Uma vez Dione me contou que ser especial e ser único tinha diferença. Ela dizia que todos nós e todas as coisas poderíamos ser especiais, mas só uma será única, e eu era único para ela. E ninguém nesse mundo entenderia o quanto meu ser voava até o seu para sentir como se estivesse vivo de verdade, e tudo o que é mais lindo sendo vivido por mim, e ninguém conseguia entender o que era felicidade de verdade se não a minha. E não fiquei frenético como um louco, mas em paz como um contemplado, e Dione me contemplou com a mais bela parte do seu rosto, os dentes, juntos, dando vida ao seu rosto, o sorriso tão maravilhoso.

Eu soluçava de ânsia em acariciá-la, temendo que sua pele sentisse o toque do ar antes mesmo do que de mim. E meus braços se moviam sem eu mesmo perceber, entrelaçando sobre o seu pescoço, apertando-a contra mim e sentindo que ela era minha, enfim, minha e isso preenchia o que eu conhecia de vazio no peito. Como uma maldita metáfora, ela permitia que as duvidas se dissipassem com nossos aprendizados em silencio, só vendo como o ser humano expressa o seu gostar. E nos gostamos, ainda mais que isso, nos amamos, e não há hora para expressar, e nem jeito fixo, são múltiplos infinitos de carinhos, afagos, beijos e sorrisos, todos são como cartas que mando para Julieta, ou E-mail para Dione. Minha escruta não mais me consome, me da os fragmentos da sua presença no meu dia, tirando até o meu sono.

O jeito que nós nos amamos hoje não se difere de tempos passados. Você acha que a carta sempre existiu, até mesmo antes dela os apaixonados escreviam em folhas caídas de arvores no outono e esperavam que os pássaros a levassem para o seu amor. Naquela esperança de que a folha cairia nas mãos da sua amada, e que fosse respondida ainda nessa vida. Tenho certeza de que a ansiedade por receber as respostas não eram nem de perto como são hoje, nesse mundo tão rápido e pratica que desaprendemos o que é amar, e eis que Dione aparece para nos ensinar.

Se não Dione eu não consigo mais pensar em nenhuma outra forma de vida que possa substituí-la, até mesmo porque ficar sem o seu sorriso barulhento para me perturbar enquanto tento escrever é o meu ócio, que chamo de solidão, muitos irão entender o que estou dizendo. A risada da amada tem o seu próprio som e tom, como se de muitos quilômetros de distancia pudéssemos ouvir e identificar de quem é a felicidade. E não poderia ser de ninguém mais do que… todos vocês já sabem quem é.

Parando agora para ler um pouco do que eu escrevi eu notei que falei de Dione como um ser divino, que estivesse acima de todos nós, algo que não deixa de ser, mas sinto que deixei esses relato muito ficcionais e preciso voltar pra realidade. Contar sobre o Jazz que toca no fundo enquanto estamos no frio da cidade de São Paulo. Procurando algum lugar aberto para comer, e dormir, quem sabe? A maça italiana está tão cara, e quem dirá o peixe? Comemos muito e isso agora é um castigo, essa época de depressão na economia vai nos emagrecer mais do que aquela academia que pagamos três meses adiantados, nada me faz tirar da cabeça que aqueles caras sabem que não iremos voltar depois do primeiro mês ou semana. E ficam com nosso dinheiro, enquanto a gente procura o rodízio de picanha, perto da minha casa. Vamos comer algo e esperar que minha mãe durma, e então entramos silenciosamente para não acordá-la, ela ainda não sabe que encontramos o amor de nossas vidas e que teremos que abrigá-lo em casa mesmo.

Eu imagino que eu esteja levando as minhas sensações até vocês. Não é mesmo? Demorou muito para que eu conseguisse isso. Foram dias e dias vividos com Dione e escrito nesse plano paradoxal de mundo, e vocês iam lendo, lendo, lendo, texto atrás de textos, e tinha os momentos em que minhas palavras pareciam repetir, e eu sentia que não era o mais importante para você ouvir, e que você poderia fechar esse livro, se no começo tivesse fechado sua janela do Word, enquanto eu despejava tudo, frase após frase, e você se imagina fazendo o mesmo? Não, você não entende nada sobre textos, só gosta de lê-los e quando consegue encontrar raridades como essas aqui, num mundo tão moderno e sem seus tesouros você gosta, adora, até fica vislumbrada, e as melhores sensações de luzes coloridas te tomam, e você pensa se essa não é a mesma percepção que o autor está tendo, e eu lhes digo que sim, e que nenhuma viagem fora melhor do que a que fizemos juntos, e por isso não devemos mais nos afastar, Dione.

Ter um cachorro em nossas casas e apartamentos não nos fazem pessoas mais felizes e amigas dos animais. O que você conhece sobre o seu cão sendo o que o tirou de sua mãe e possivelmente do lugar em que ele queria ficar. É tão ruim ter nossas vidas interferidas, mas vivemos interferindo na vida de todos os outros seres ao nosso redor. Como se tudo tivesse que se render aos nossos privilégios, e a mão não cansa de tanto bater, e não sabemos mais como se faz carinho.

Quando notarmos que ser tirado da nossa vida para ser colocada em outra nos da a responsabilidade de cuidá-la mesmo quando não tiver a chance de fazê-lo, é o seu compromisso como quem pegou pra si, não pode abandonar, não queremos criar essa ação tão fria e vazia que é o abandono, como se alguém precisasse realmente de ficar sozinha, ninguém é nada sozinho. E os olhos sempre choram, uma hora ou outra o seu vai chorar enquanto estiver separado dele ou dela. Só você sabe o que é que passou de ruim com aquela ordinária, mas acredite, ela continua sendo a sua única chance de ser feliz, mas não estou falando de cão e gato na sala de casa pra te dar ideia disso, digo de olhar para o teto e ver sua historia desenhada, e nada será mais belo do que isso, e você vera como nasceu o sentido da felicidade, e ela te dominará como o espírito domina quando entra no corpo. Esse é o sentido de ficar junto, estar junto desde que pode, e nada corta esse vinculo, nada que possa ter formato físico, apenas sentimental. A reciprocidade é nossa nuvem da sorte. Não conhecemos o que é solidão, medo: você bateu na porta errada, agora precisamos voltar as nossas risadas.

Agora eu entendo que tive medo de outros chegarem antes de mim, como se eu não conseguisse encontrar o tempo certo para te encontrar, e me sentia enfraquecido quando me olhava com os olhos de “eu preciso de você”. Era confuso pensar que as coisas piorariam se eu dissesse que era real o que os olhos diziam. E por tanto tempo nos fantasiamos de outras pessoas para sentir o mesmo sentimento, e as coisas não estariam mais no mesmo lugar.

Agora consigo ver que as grandes músicas diziam palavras desconectas, mas a conectividade que elas tinham eram maior do que podíamos entender, e escrevo como se tivesse preso e Dione do outro lado da cela, e ela não me veria se eu não a escrevesse, e me sento para escrever. Sou bonito aos seus olhos, como se ela me olhasse da maneira que todo o ser humano quer ser olhado por alguém.

Se fosse comparar o nível de ciúmes pelo teu vestido curto, que encurta o meu tempo de vida com ataques do coração por tamanha sensualidade, você usaria burca, e me agradaria como as mulheres do outro lado do mundo fazem, e é assim que o deus delas ficam agradecidos e satisfeito, mas na hora em que quero me satisfazer tiro toda a peça de roupa existente no seu corpo e o tomo como meu, e no final não existem mais dois e sim um, apenas um.

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