Tempos de Ouro [3] – Pós sexo

Voltamos a nos amar pela tarde. Os homens tinham diminuído o ritmo das marteladas e era mais fácil ouvir os gemidos de Bia. Eram inaudíveis, eu os ouvia sussurrando no meu ouvido como se fossem pedidos de mais, ela queria mais de mim, tudo que eu tivesse para enfiá-la. Sua boca ficou sedenta e ela se ajoelhou na minha frente, colocando a ponta da cabeça do meu pau perto dos seus lábios. Fechei meus olhos e senti que iria ter uma das minhas melhores sensações e fiquei firme para sentir. Ela engoliu ele lentamente, com toda a destreza que poderia ter, e eu segurei a respiração, estava sendo sugado.

Segurei seu cabelo como se ela fosse minha puta e ela consentiu. Balançou o pescoço e gingou com o meu pau dentro da sua boca. Me babou inteiro e ajeitou o quadril no meu. Sentou e subiu, inclinou e voltou a sentar, esses eram os momentos que o meu mundo parava, e eu sentia a cada contração da sua vagina se dilatando para o meu pau se encaixar. Ele babava se auto-umedecendo e penetrando com mais facilidade no canal entre as pernas de Bia. Metendo, metendo, metendo, com toda a força que eu nem imaginava ter. Suando frio, com a boca seca e os corpos se roçando, entrando em atrito quase que imperceptível. Subindo e descendo. O cabelo de Bia cobria todo o seu rosto e meus olhos se abriam em frações de segundos para ver o rosto dela se contraindo, tomando diversas formas, e eu sentia que minha boca não se fechava, e eu olhava para o lado e tudo era embaçado, os pedreiros tinham ido embora e o som da brisa batendo na janela era a nova música, e o céu não tinha pego outra cor, ainda era tarde, ainda nos amávamos e eu não queria parar, não tinha nada melhor do que pudesse fazer mais além de amar Bia.

Ela se deitou e eu coloquei meu corpo sobre o seu. Não tinha mais dificuldades para empurrar o meu pinto por suas pernas, eles entravam como se já soubessem o caminho certo e eu estocava como se fosse a ultima vez, a cada metido um suspiro, e esticava o meu pescoço para cima, puxando mais forças para continuar penetrando-a e seus olhos me olhando, como que me analisando, vendo até onde eu conseguiria ir, e sua boca sorrindo para mim, debochando do meu potencial, e seus lábios tremendo, dizendo que eu era fraco, e não conseguia arreganhá-la, e eu sem nenhum pudor e totalmente tomado pela vontade de rasgá-la lhe arrumei na cama, endireitei meu corpo e afundei a estrutura do meu pau, fincando em terras desconhecidas, retirando os resíduos do seu lacre virginal, lhe mostrando a melhor parte de ser mulher, na contração interna das partes intimas, levando ao seu primeiro orgasmo, tão tímido e desconhecido como o tesão na juventude.

Tirei a sua pureza que se escondia por suas entranhas e ganhei novo corpo corrompido pela ambição dos seus prazeres mais ocultos, e a beijei como se fosse o meu pedido de desculpa, tentando dizê-la que ficaria, mas que sempre nos amassemos daquela maneira, pois faria bem para mim. Fechei os olhos e continuei percorrendo os caminhos de Bia, suando o máximo que um ser humano transpira, e sussurrando palavras de puro prazer para ninguém ouvir. E as paredes sabiam dos nossos segredos, só elas viam tudo o que se passava em cima da cama de Bia. E os corpos queimados, inflamados dentro e fora por chamas incandescente de puro prazer carnal se moviam em sincronia, era a hora de terminarmos o espetáculo copulativo.

Ficamos deitados, ouvindo o barulho das crianças que passavam na rua, e de todos os carros que corriam nas ruas de São Paulo. Deitamos de costas para o teto que sustentou tamanha paixão a dois, e víamos as gotas do lençol ensopado pingando no chão, era até possível sentir quando elas tocavam no assoalho se desfazendo na poeira do solo.

Eu a tinha nos meus braços suados. Ela escorregava a medida que tentava se mexer e isso era o mais perto de me sentir homem que eu podia sentir. E os seus cabelos emaranhados nunca foram tão lindos antes. Bia não se sentia bonita nua na minha frente, a vergonha pós sexo a dominara de maneira que ela colocava o pouco tecido do lençol para cobrir o corpo das minhas vistas. Isso a deixava tão feminina que eu comecei a ter a minha ideia de perfeição numa garota atrás desses gestos. Como se ela tivesse que ser a mulher mais experiente na cama, mas fora dela um anjo que nunca fora tocada.

Eu era feliz com esse pensamento e não tinha vergonha de dizê-lo, mas hoje tenho, e por mais que tenha trocado a minha forma especifica de pensar numa mulher ideal para mim, ainda trago comigo esse pensamento de encontrá-la como se fosse um tesouro perdido, ou algo que o valha.

O final do nosso momento foi magnífico. Fui embora depois de receber um beijo de até logo, e não um de Adeus, como costumamos receber. E fiquei feliz por existir. Como se antes ainda não houvesse vida digna de ser celebrada. E não importava estar mais de meia noite na rua, eu tinha virado homem, e tive uma mulher nos meus braços. Uma mulher ainda garota e que eu não sabia até quando se manteria ali, mas eu a tive, sentia todas as sensações que acabará de presenciar e a sentira nos braços, comigo, ali, como se esperasse o ônibus junto a mim, me beijando dos pés a cabeça, e todo o mal que eu guardava se libertou, eu só sentia a sensação de flutuar enquanto andava. E a noite engolia todas as formas de inseguranças que eu tinha sentido, eu tinha entrado em corpos novos, receptores de corações pulsantes, e nunca houve dia que meu coração bateu mais rápido do que naquela tarde embaçada com Bia.

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