Cheiro de buceta

Sábado a noite de Maio é sempre dolorido. Normalmente os meus eram solitários porque todas as mulheres que disseram que iam me ver sumiram. E eu fui obrigado a tentar qualquer uma que aceitasse minha companhia. Sai pra rua e percorri as esquinas. A noite tava gelada, não tinha uma alma penada por Diadema. Andei mais um pouco como todo e bom brasileiro que não desiste nunca e encontrei uma moça perto do bar. A trouxe pra casa e ela se fez de difícil no sofá da minha sala. Queria conversar, bater papo, me conhecer.

Eu consigo criar paciência quando é necessário, mas tem casos que nós ficamos fora de cima e o que mais queremos é acabar com as situações constrangedoras, como “para que ta feio”. Mas continuei o papo, apesar de vazia deixava que o tempo passasse e desse sono em algum dos dois.

Pediu água e eu dei. Gelada, doeu até o cérebro. Nos pegamos na cozinha, a boca dela era pequena e sua língua não sabia trabalhar. Deveria estar na faixa de seus trinta e poucos anos. Pele bege, cabelo esticado, olhos semi-serrados. Meu Deus, eu realmente não tinha filtro algum.

Não desgrudei a boca, era como se buscasse algo ali dentro que sabia que não encontraria, mas ficar sem ter o que fazer me parecia ainda pior. Comecei a tirar sua roupa e ela pediu pra que fossemos pro quarto. Finalmente. Elas não conseguem resistir por tanto tempo. Entramos e joguei-a na cama, tirei sua roupa e um fedor pairou no ar. O cheiro era ardido, parecia que alguma coisa tava necrosada. Desci pra buceta, mas não consegui ficar 5 segundos com minha língua ali, tava feio o negócio.

Eu, como um bom cavalheiro nem comentei, botei pra dentro e trabalhei. Fiquei cansado e me deitei na cama, ela veio por cima e aplicou alguns rebolados desingonçados, ninguém falava nada, era vazio e duro o ambiente. Caramba, que ponto eu cheguei. Gozei dentro mesmo, porque nem tive animação pra tirar pra fora. Ela se deitou do meu lado e adormeceu, eu também dormi.

Quando era cinco horas da manhã, um diabo de telefone despertou, era o porra do celular dela. Acordei assustado e a vi se vestindo, logo saquei. Me vesti também e ela pediu que eu a levasse até a porta, nem hesitei.

A vi subindo pelo escadão e fechei a porta. Voltei a dormir, mas o cheiro do quarto estava me incomodando. Fui pra sala e mesmo assim ainda dava pra sentir aquele cheiro ardido de buceta suja misturado com meia encardida. Fiquei com medo de inalar muito o ar e morrer intoxicado. Jurei que a próxima visita iria ser de uma faxineira.

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