O Estrangeiro – [2] Cabeça decepada

Pasmo, assim eu estava com o corpo desfalecido em minhas mãos, por alguns minutos não estive em sã consciência, pois nunca estive com um corpo nas mãos. Quando voltei a si, coloquei o corpo na cama, e suas costas ensanguentadas, com perfurações fundas, subindo ate a nuca, como se o assassino estivesse apressado e muito alvoroçado também, só não sei como que este velho conseguiu vir ate meu quarto, como que ninguém viu subindo nessas condições?

Decidi descer ate a recepção para notificar o ocorrido, e logo quando cheguei ao saguão, não se ouvia nenhuma alma viva, e havia muito sangue pelo chão e nas paredes, fui ate o corredor que dava na porta da entrada e saída do hotel, e ela estava trancada, voltei para trás e tentei entrar na sala de emergências, e surpresa… trancada também, gritei por ajuda, mas ninguém se manifestou, alias… eu deveria ser o único com vida no hotel.

Fiquei transtornado, e apesar de tanto sangue, não havia nenhum corpo no chão, isso queria dizer que se alguém fez isso, foi muito profissional em não fazer alarde e nem barulho.

Fui ate o elevador para poder voltar ao meu quarto, mas o elevador estava com as portas abertas e sem funcionamento, entrei dentro dele, e subi ate o repartimento que tem em cima da sua carcaça, e me deparei com os fios de aço cortados, fiquei ainda mais assustado, porque quando eu desci ate a recepção, foi no mesmo elevador que agora estaria sem funcionamento.

Minha ficha caiu, alguém estava ali dentro, minha vida estava correndo perigo, comecei ir atrás de esconderijo, perto do banheiro da recepção, havia uma escadaria que dava para o clube do hotel, fui ate essa escada, e entrei por debaixo dela, em um espaço de mais ou menos 1×1 metros foram me arrastando até o fim do corredor estreito, que para minha felicidade deu em uma salinha sem iluminação e sem ventilação. Entrei e fechei a porta bem devagar, sem fazer nenhum barulho acendi um isqueiro para analisar o local, e naquela salinha que parecia mais um quarto de faxineiro. Fui vasculhando com o cinzeiro acesso iluminando onde eu me aproximava. De repente eu tropeço em algo duro porem meio arredondado, me abaixei para ver o que era e tomei um susto, era uma cabeça decepada, com os olhos perfurados e a boca rasgada como um palhaço.

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