Minhas Mulheres [Capitulo 40] FIM

Meses depois…

 

Quando andava ganhava a atenção de todos os homens ao seu redor. Seus passos eram firmes e seu quadril rebolava naturalmente em todos os molejos de suas pernas. Day era mãe de uma linda garotinha, morava em São Paulo nos fundos de uma casinha alugada. Seu senhorio era autoritário e muito conservador, não deixava Day levar nenhum homem para dentro de casa, nem no portão o velho permitia, não importava se fosse seu irmão ou até mesmo seu pai, Day só podia levar mulheres e elas tinham que passar por ele antes de entrar.  Ela não se importava tanto com isso, por mais severo que fossem as regras era mais seguro do que todos os outros buracos que ela se meteu. Casas de ex presidiários, cafetões, assassinos e até pedófilos, que inclusive era o pai de sua filha, e por medo de acontecer algo a garota, Day se escondeu nos fundos de uma periferia e nunca ia muito longe. Sua vida era cuidar de sua filha e fugir de todos os homens que queriam apenas o seu belíssimo corpo. Quando eu disse belíssimo eu fui modesto, Day era loira e tinha o corpo mais bonito da cidade, e o que meus olhos já viram.

Era noite de inverno, o ponto de ônibus estava lotado, as pessoas tinham presa para ir pra casa, pois era perigoso ficar na rua quando escurecia. Quando as noites de Junho chegavam os motoqueiros faziam a festa. Day entrou no ônibus e ficou parada na catraca revirando sua bolsa, os passageiros chiavam e o cobrador pedia pra que ela fosse logo. Day segurava sua filha no colo e tinha dificuldade para procurar o dinheiro, eu me levantei e paguei a passagem para as duas. Ela me fitou os olhos e sentou ao meu lado. Não dizia nada, trazia sua filha grudada ao pescoço e tremendo de frio, era possível notar o seu orgulho de cuidar sozinha daquela criança.

– Tome, cubra-a. – eu disse entregando minha blusa.

– Não precisamos senhor, muito obrigado.

– Deixa disso, a garota está temendo.

Day olhou pra sua filha por alguns segundos e então consentiu. A cobri e puxei-a as duas para mais perto de mim abraçando-a.

– Está… tudo bem…

– Vamos, tentarei te esquentar, está muito frio hoje.

– Mas e você?

– Não se preocupe.

Como eu imaginava, Day não tinha onde dormir naquela noite, estava fugindo do seu ex marido que abusava de criancinhas e estava descontrolado nos últimos dias, levei-a para minha casa . Deixamos sua filha em um quarto e fomos para o meu.

– Você pode dormir aqui, eu fico na sala. – disse a ela.

– Se quiser ficar, tudo bem, está frio…

Deixei a cerimônia de lado e a beijei, segurei firme sua nuca e acariciei seu quadril, era exageradamente grande e duro, me enchi de tesão e a deitei na cama. Seu vestido florido verde escuro me deixava ainda mais fascinado. Ela me olhou com um ar de gratidão e disse:

– Obrigada, não sei como retribuir.

– Eu sei como, baby.

Beijei-a novamente, foi um beijo de tirar o fôlego, senti seu corpo se contorcendo e suas pernas abrindo levemente, a noite era nossa. Fizemos amor baixinho para não acordar a garotinha. Day sabia como enlouquecer um homem e seu corpo de violão era capaz de levar qualquer um as alturas. Quando nós terminamos tomamos um banho rápido e caímos na cama. Eu a abracei e ficamos de conchinha, Day parecia não saber o que eu estava fazendo e então ficou inquieta na cama, como se quisesse falar algo.

– Ei, está tudo bem? – perguntei preocupado.

– Eu acho que devo ir embora…

– Embora para onde, baby?

Day ficou em silêncio, puxou meu braço pra si e dormiu. Fiquei acordado velando o seu sono, mas acabei apagando também.

De manhã acordei e estava sozinho na cama. Imaginei que Day estivesse com sua filha no outro quarto. Não queria incomodá-la, me levantei, vesti uma roupa e fui até a cozinha preparar o café. Não tinha nenhum copo ou xícara no escorredor e o pano de prato estava molhado. Peguei o leite na geladeira e esquentei, peguei o chocolate e antes de por no copo gritei:

– Day, sua filha toma chocolate?

Ninguém respondeu, como a garota não tinha mais do que dez anos eu imaginei que tomasse. Peguei o sucrilhos e coloquei em uma vasilha, peguei algumas bolachas também e coloquei tudo numa bandeja. Levei ao quarto onde elas estavam, mas não encontrei ninguém. Day tinha ido embora logo pela manhã.

Algumas semanas se passaram e eu pensava muito em Day, via teu rosto em outras mulheres e escrevia algumas poesias para ela, sempre na esperança de encontrá-la novamente naquele mesmo ônibus. Passei a pegá-lo todos os dias no mesmo horário que o daquela noite, mas nada de vê-la. Não consegui ficar por muito tempo naquela espera, decidi então que iria continuar minha vida.

Em um sábado a noite sai de casa e fui até o Drink Night Club, estava precisando ver uns peitos e bundas, além de tomar um trago daqueles. Cheguei, sentei-me à mesa ao fundo de sempre e pedi uma Bud, fiquei olhando as dançarinas enquanto minha cerveja não chegava. Elas mexiam bem suas bundas grandes dentro daquelas saias curtas de borracha e meias furadas. Era um cenário incrivelmente solitário, esqueletos se mexendo ao som de Jazz mal tocado e mantido a álcool barato de uma dúzia de vagabundos, que não tiveram sorte nas empreiteiras, e se juntaram para tocar algum som, e deu nisso, no meu show nada particular, pois tinha mais dois barbudos assistindo aos rebolados comigo.

Cada um na sua mesa, no seu acomodo privado, o do bigode tinha barriga saliente e sorria à toa, enquanto bebia, comia um frango cozido e muito temperado, o caldo descia pelo canto dos seus lábios e caia na gola da sua camisa abarrotada. O outro tinha o rosto mais cumprido e uma expressão fechada, bebia com veemência, não parava de pedir doses de tequila, devia ter chifres enormes ou era um grande fã da branquinha.

A música estava cada vez mais alta quando alguém entrou. O cara tinha quase dois metros e trazia ao seu lado uma bela loira, seu traseiro era incrível, redondo, e exageradamente dançante. Eles caminharam até uma mesa perto do balcão, então eu notei que brigavam.

– Eu não quero me sentar, não quero ficar aqui! – disse a loira.

– Mas você não tem que querer nada, ou fica quietinha, ou aquela pirralha vai ter uma lição! – respondeu o grandão.

– Você fique longe dela!

Eles começaram a discutir alto, e então ela virou as costas, mas o grandão a pegou pelo braço e a puxou, foi então que eu pude ver seu rosto, era Day. Ela tentou se desvencilhar, mas não conseguia, o cara era barra pesada. Tinha a cabeça raspada, tatuagens nos dois braços, vestia couro e tinha uma argola no nariz, o que Day estava fazendo com ele?

A bunda da dançaria mulata parecia ter vida, e o Jazz ia mais baixo, todos ouviam os dois discutindo e nenhum homem tinha se incomodado, o mundo estava perdido. Me levantei e fui até eles, a mão do careca já estava no ar para esbofetear Day quando eu a segurei.

– Ei camarada, eu não gosto de brigas dentro do meu bar. – eu disse firme.

– Quem você pensa que é, cara? De o fora! – ele respondeu.

– Sou o dono deste bar, e chamarei os guardas.

O grandão olhou para sua perna, onde tinha um alto relevo há dois palmos do joelho e então baixou a voz.

– Sem polícia, tudo bem, eu vou embora, fique com essa vadia!

Ele se foi e Day caiu no choro, não aguentava mais ser tratada daquela maneira.

– Ele era o seu ex-marido?

– Sim… Era ele mesmo, aquele idiota…

– Está tudo bem, vamos, eu cuido de você.

Fomos para minha casa e Day estava quieta desta vez, não conversava pelos cotovelos como antes, e nem dava aqueles sorrisos de canto de boca como antes, nem mesmo me olhava profundamente como costumava. Seus olhos fugiam dos meus e mantinha a cabeça baixa, como se estivesse escondendo alguma coisa.

– E sua filha, onde está? – eu tentei puxar assunto.

Ela demorou um pouco, mas respondeu.

– Ela está com minha irmã, eu a deixei com ela porque ia sair com Jeremias, íamos conversar sobre voltar, ele estava indo bem, queria se reconciliar.

Eu senti a saliva descendo seca na garganta, não conseguia imaginar Day com um cara daquele tipo. Ela prosseguiu.

– Mas nós dois não damos certo, realmente não, ele ameaça minha filha a todo tempo, e me abriga a fazer as coisas com ele na cama, é um horror.

– Você só se refere a ela como sua, ele não seria o pai?

– Na verdade… O pai é o irmão dele, mas eu não quero falar sobre isso. – respondeu ríspida.

– Tudo bem, baby, chegamos.

Entramos e ela foi direto para o banheiro, desta vez não tinha me convidado como fez da primeira vez. Tomou banho e ficou um tempo lá dentro. Eu não quis atrapalhá-la, ela tinha que ter o espaço dela, e tudo havia seu tempo, mas a angustia corroia meu peito, eu queria que ela ficasse e não fosse mais embora. Fui à geladeira e peguei um vinho, servi duas taças e a esperei sair do banho enquanto bebericava meu copo. Eu era tão impaciente, porém não ia invadir de maneira alguma o espaço de Day, coloquei Miles Davis para tocar seu grande ato de Blue in Green, com seu saxofone berrando e o piano lá atrás tentando acompanhar esse gênio. Quanta genialidade se escondia no século vinte.

Ouvi o chuveiro desligando e a porta do banheiro rangendo. Matei minha taça e coloquei mais vinho. Day vinha na minha direção com a toalha enrolada no corpo, cabelo molhado, escorrido pelo ombro, rosto sem maquiagem, cílios grandes, brilho intenso no olhar. Me beijou com vontade, bebeu sua taça de vinho num gole e tornou a me beijar com gosto adocicado e gelado na boca.

– Eu senti sua falta, loira. – disse a ela.

– Eu sei. – me respondeu fitando profundamente meus olhos.

Beijei-a com paixão e a envolvi nos meus braços. Bebemos mais um pouco de vinho e eu brinquei com a garrafa rodeando os lábios da sua vagina. Tão carnuda e deliciosa, Day tinha proporções fora do normal, não era à toa que sofria tanto assedio no trabalho, mas trabalho esse que nunca me contará.

Nos amamos naquela noite como se não houvesse o amanhã. Day me presenteou com todas as posições que se podia imaginar, até atrás se arriscou em dar para mim, e entrou gostoso, sem dor alguma e nem sujeira, nossa noite estava em uma repleta harmonia, assim como o som dos teclados acompanhando o gritar do sax. Era o nosso ato. Terminamos sem fôlego algum e as energias tinham se esgotados desde a penúltima transa. Dormimos de conchinha como da primeira vez e eu podia sentir Day sendo minha.

Na manhã seguinte acordei assustado, pensando que Day pudesse ter ido embora novamente. Apalpei seu lado da cama e nada, ela não estava lá. Levantei num pulo e ouvi passos vindos da cozinha.

– Bom dia dorminhoco, pensei que não ia acordar mais, tomei liberdade e te fiz o café, você gosta de pão esquentado na chapa?

– Eu amo… – disse aliviado.

Comemos os pães esquentados e tomamos nosso café. Day estava voltando a sorrir, e aquilo fazia bem para mim. Tinha planos de passar o domingo com ela andando pelo parque, ou então podíamos até buscar sua filha para um passeio a três. Ela gostou da ideia e lá fomos. Pegamos a pequena e fomos ao cinema, assistimos a um filme pra crianças, comemos pipoca e fomos para o parque. Alimentamos os patos, rolamos na grama, tomamos sol e ficamos vendo os peixes nadando. Quando a noite começou a cair fomos ver o show das águas, que eram chafarizes que mandavam jatos d’água pra cima e para os lados em sincronia fundidos com luzes coloridas que iam se alternando. No começo da noite devolvemos a pequena para a irmã que não se importou de cuidar dela por mais uma noite quando me viu ao lado de Day e voltamos para casa.

Day pediu para que eu abrisse mais um vinho e que me esperasse no quarto que ela logo voltaria.

– Só um segundo, tenho uma surpresa.

– Está bem, baby, não demore!

Fiquei esperando com as pernas esticadas na cama, o dia tinha sido longo e eu precisava relaxar um pouco. Day não demorou, voltou trajando sua camisola preta e curta, bem justa ao corpo com a polpa da bunda aparecendo, aquela mesma que eu tinha pedido quando vi em uma de suas fotos.

– Gostou, amor?

– Eu amei.

Day se deitou ao meu lado e eu a envolvi nos meus braços, seu corpo cabia perfeitamente junto ao meu, e nos beijamos, beijamos como um casal apaixonado, e Miles Davis tocava ao fundo All Blues, incessantemente, aquele era o nosso momento, ele com seu sax e eu com a minha Day. Ela rolou na cama e sentou em cima de mim, fazia movimento lentos e cheios de prazer, eu podia sentir sua alma fazendo amor comigo. Day se posicionou minuciosamente no meu pênis e rebolou com ternura, enquanto segurava o cabelo e jogava a cabeça para trás, seus gemidos começaram a ecoar no quarto e a me fuzilar os ouvidos, eu estava completamente apaixonado por aquela mulher. Não parava de fita-la, a cada rebolar, gemido manhoso e jogada de cabelo, ela sabia como me enlouquecer. De repente aumentou o ritmo e eu segurei sua cintura, era parecia que ia decolar. Ficamos por longos segundos bombando no mesmo ritmo quando chegamos ao orgasmo juntos, era de longe a minha melhor gozada.

Deitamos colados de suor e desejo e adormecemos. Enquanto dormia tive um sonho. Eu via Day de longe se entregando a vários homens, todos eles a tratavam com escárnio e sem sentimento algum, mas ela parecia gostar, sorria alto para todos eles enquanto masturbava os com as mãos e a boca. Alguns engravatados jogavam muito dinheiro em cima dela, vira e mexe ela guardava as notas dentro da calcinha. Até que ela jogou a cabeça para trás e meu olhou, me assustei então acordei.

Abri os olhos ainda com sono, vi que Day estava de pé na porta conversando no celular, fechei os olhos e fingi que estava dormindo, ela falava baixinho ao telefone, mas era possível a ouvir sussurrando.

– Eu não posso ir agora, já disse que estou ocupada. Quem disse que não é com um cliente? É com um cliente sim! Não, eu não estou namorando com ninguém, e o Jeremias já voltou pra cadeia. Olha, eu estou trabalhando, e o senhor está me atrapalhando, como quer receber a sua parte assim? Tudo bem, calminha, deixa ela em paz. Eu estou indo, não faça nada com ela!

Day desligou o telefone eufórica, pegou suas roupas no chão sem fazer barulho e saiu de fininho colocando-as, eu não podia impedi-la, ela era livre. Era a minha loira livre. Depois que ela bateu a porta eu me levantei, caminhei lentamente até a cozinha, ainda sentia sono, mal tinha amanhecido, senti o perfume de Day pela casa inteira, peguei o resto do vinho que tomávamos a noite e bebi, bebi até acabar com ele, assim como meus planos…

Alguns meses se passaram e eu não tive mais notícia dela. Aquele rosto de mulher menina não saia da minha cabeça. Eu tentava imaginar se as duas estavam bem. Se estavam bem alimentadas, longe dos caras ruins e do frio. Todas as mulheres com quem eu saia não se igualavam a intensidade com que Day tinha. A maneira que ela rebolava enquanto segurava o seu cabelo loiro, e a forma em que ria me vendo sentir prazer, ou até mesmo seus gemidos exageradamente manhosos de baixo do meu corpo.

Mais algumas semanas se passaram e eu decidi sair da caverna e largar um pouco o teclado, há dias que só pensava e escrevia sobre Day e suas curvas fatais. Fui ao Drink Night Club e me sentei nos fundos. Algumas mulheres sem perspectiva de futuro, dançavam no palco à frente com a esperança de arrumar algum trocado pra dar alguma instrução as suas filhas, antes que elas chegassem grávidas em casa. Tirei vinte do bolso e entreguei a mulata que dançava, ela tentou descer do palco.

– Não precisa de dança, pode ficar com o dinheiro.

– Valeu, mas eu não iria dançar, bonitão.

– Ah não?

– Não, vamos subir para meu quarto?

Eu só queria ajudar, mas aquela moça podia fazer o mesmo, ela também só queria ajudar. Aquele lugar era de facilitações carnais, quem eu estava bancando?

– Tudo bem, vamos, baby.

Segurei sua mão enquanto ela descia e subimos as escadas do fundo direto aos quartos que se alojavam em cima do bar. Era um negócio em tanto, bar-motel. Anos depois eu iria ter essa ideia e afirmaria ser o único a pensar nisso. A mulata me guiava no corredor escuro e de ar espesso. Podia ouvir os gemidos por detrás de algumas portas, todas as sextas-feiras eram assim, de muita procura carnal e vazia. Homens casados, pais de família juntamente com bêbados vagabundos – que era o meu caso – tinham aqueles quartos temporários como refúgio de todas as suas angustias e problemas conjugais. Era como se para se sentir só e insatisfeito sexualmente precisavam casar, e não contentes se manterem em uniões nada afetivas, apenas contratuais. O homem com medo de perder seus bens e a mulher na fissura por levar o que é dela por direito.

Passamos por vários quartos e nos aproximávamos do único que estava aberto. Entramos sem querer nele, mas tinha gente.

– Foi mal, continuem. – disse a mulata.

Antes que nós saíssemos, eu notei que conhecia a mulher que estava lá dentro. Inconfundivelmente era ela, rebolando com toda a alma, segurando os cabelos loiros e gemendo com a voz manhosa. Day, a minha Day. Fiquei branco, meu chão se abriu e não conseguia parar de olhar para eles, que estavam de costas para mim.

– Ei, vem logo, não tenho a noite toda bonitão.

Não respondi, não conseguia ouvir mais nada a não serem aqueles gemidos… Doces gemidos, que em uma noite ecoaram nas paredes do meu quarto.

– Venha ou terei que descer, bonitão. – disse a mulata ficando estressada.

Day inclinava sua cabeça para trás e estava chegando ao orgasmo quando me viu fitando-a. aqueles olhos negros com duas mechas douradas cobrindo-os parcialmente me atravessaram. Minha boca secou e Day não tirou os olhos de mim, gemeu e gozou me olhando fixamente. Eu consenti com a cabeça e sai do quarto, segui a mulata, era minha vez de gozar.

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