Minhas Mulheres [Capitulo 36]

– Tô indo pro Karaokê com minhas amigas, quer ir? – perguntou Line.

– Karaoke? Eu não sei cantar nada. – respondi.

– Ninguém sabe, a gente só vai ficar gritando igual umas loucas, como sempre fazemos.

– Parece legal, que horas vocês vão?

– Estamos indo agora.

– Bom, tudo bem.

Terminei minha cerveja, nos levantamos da mesa, fomos até o caixa, paguei a conta e saímos do bar. As amigas dela iam passar em pouco tempo por ali, íamos pegar carona.

– Você é tão novo e já anda bebendo tanto assim?

– É a força do hábito, você não bebe?

– De vez em quanto, geralmente quando tô com elas, a Daiane é uma pé de cana, sempre quando bebe fica caindo pelas calçadas, é meio ridículo isso.

– Cair por aí não é ridículo Line…

– Não digo isso, falo sobre não aguentar beber, ela bebe desde os dez anos de idade, já deveria ter aprendido.

– Hahahah, ah sim, mas tem pessoas que nunca aprendem a beber.

– Deve ser isso mesmo, olhe elas ali. – apontou para um carro vermelho parado no meio fio.

Fomos até o carro e entramos, tinha mais três garotas, éramos em cinco, só eu de homem, aquela noite não ia prestar.

Estavam todas muito alegres, eu não entendia o motivo pra toda aquela gritaria e risadas.

– Hahahahaha, você viu a cara daquele guarda? Hahahahah – sorria muito – acho que ele nem viu quem foi que acionou o alarme, que cara mole!

– Onde vocês estavam meninas? – perguntou Line.

– Fomos para o motel, entramos nós três. Trixia ficou no porta malas pra gente pagar mais barato, e quando saímos, ela acionou o alarme e demos no pé sem pagar. – respondeu Dani.

– Foram para o motel e não me chamaram? – Line ficou indignada – que raio de amigas são vocês?

Todas se entre olharam e sorriram.

– Mas Line, você disse que ia se encontrar com seu amigo escritor aí, ninguém queria atrapalhar o romance de vocês, hahahaha.

Todas sorriram, eu não sorri.

– Não, nada a ver, sem essa de romance, só fomos tomar umas, não é mesmo Victor, fala pra elas!

Limpei a garganta e obedeci ao pedido.

– A bebida tava bem gelada e o papo tava quente, mas até que vocês ligaram, e BUM, acabou o clima, hahaha.

Todas riram.

– Era só ter avisado que a gente esquecia os dois, ninguém aqui queria empatar a foda. – disse Dani.

– Pode parar com esses papos aí, que não to gostando nada disso. – respondeu Line.

Chegamos no Karaokê, mas tinha cara de balada. Tinha alguns guardas na entrada encarando todo mundo que passava.

– Olha esses guardas, estão doidos pra bater num pé rapado. – falei.

– Esse lugar tá estranho. – disse Line.

Entramos, eles conferiram nossas identidades e então fomos encaminhados para uma sala minúscula com pouco ar. Esperamos ali até que se abriu uma porta, e entramos numa pista de dança.

– Nunca vi um Karaokê tão agitado assim – disse Line no ouvido de Carla – parece uma balada.

– É uma balada amiga, caramba, te enganaram mesmo.

Line desencanou e dançou, tinha bom gingado, seus 1,72 de altura se movimentavam junto com o som, era uma miragem para os meus olhos. Tinha pernas que davam inveja em qualquer uma, e uma bunda bem preenchida. Era o tipo mulherão, e além disso era cheia de princípios, um cara não poderia querer nada mais do que isso.

As garotas não saíam do balcão de bebidas, eram todas decididas e desencanadas, o futuro das mulheres estava ali, diante dos meus olhos, mas eu queria Line, só era difícil de saber se era recíproco, mas ela estava bebendo e eu comecei a beber também, sabia que podia dar merda, mas não tinha merda maior do que passar um sábado sozinho.

– Muito melhor do que cantar, hein? – perguntou Line.

– É verdade, mas aqui tá bem apertado, queria fumar um cigarro. – respondi.

– Vem cá, eu vi uma área ali em cima, acho que é pra fumantes.

Line pegou na minha mão e nos embrenhamos no meio da multidão. Todos dançavam de lá pra cá e de cá pra lá, pareciam em transe, eu nem ouvia mais a musica, estava concentrado em Line, naqueles quadris longos, naquelas pernas a mostra me chamando.

– Onde o casal ta indo? – perguntou Dani.

– Pra algum canto, tirar o atraso, hahahaha. – respondeu uma delas.

O clima de balada me dava ânsia, eram muitas pessoas dividindo um mesmo lugar e aquela música alta estourando meus tímpanos, eu não frequentava mais fazia alguns anos.

– Pronto, me vê um cigarro aí também.

– Hum, então quer dizer que a moralistazinha vai fumar comigo? Que evolução hein?

– Temos que abrir exceções, hoje é dia.

Fiquei pensando o que estaria por trás daquele “hoje é dia”, é claro que eu ia esperar ela me dar mais bola, ou algum sinal de que estava afim, só que o tempo ia passando e comecei a suar frio.

– Toma aqui, essa cachaça tá forte! – disse Line.

– Opa, vamos fuder com a porra toda!

– É isso aí!

Line pegou o copo da minha mão e virou, fez cara de nojo e mostrou a língua, eu não me segurei, colei nela e a beijei. Senti o gosto da 51, Line tinha a língua macia e habilidosa, respondeu o beijo com muita vontade.

– Eu to ficando tonta já, e você, tá bem? – perguntou ela.

– HAHAHAHA, ainda não, precisa de muita pra me derrubar.

– E se eu te der isso?

Se aproximou e me deu um beijo de abalar minhas estruturas. A bebida estava fazendo efeito em Line, ela estava fora de controle.

– Vem cá, vamos pro banheiro!

– HAHAHAHAHA, vamos sim!

Aceitei o convite, realmente era a minha noite. De repente.

– Aí estão vocês, tão fugindo da gente, seus danadinhos? – disse Dani.

– Vai se fuder sua piranha, deixa a gente em paz, vamos transar no banheiro, hahahahaha.

– Hahahaha, sabia que tava rolando coisa boa aqui.

– Mas ele é só meu amigo, temos uma grande amizade.

– Estou vendo, fudendo no banheiro, eu queria uma amizade dessas na minha vida, hahahahaha.

– Vem com a gente então, piranha.

Dani topou e fomos até o banheiro. Esperamos os guardas saírem de perto e entramos. Por sorte não tinha ninguém, nos metemos dentro de uma cabine.

– Tira o que você tem pra fora, escritor. – disse Dani.

Abri o zíper e deixei a cueca Box a mostra.

– Vamos, vamos, vamos, queremos ver Ele.

– Ele ainda ta sonolento meninas, que tal a gente se beijar, todo mundo junto.

– Boa ideia – respondeu Dani.

Nos beijamos como nos filmes pornô. Era uma grande realização aquelas duas garotas estarem comigo num momento tão erótico e excitante.

– Olha! Já dá pra ver a cabeça!

Fiquei duro e pontudo. Dani se abaixou e tirou ele pra fora, caiu de boca. Line me beijava sem parar.

– Nossa, que grosso, vou engasgar, hahahaha.

Ouvimos alguém entrar no banheiro, era uma verdadeira sacanagem aquela balada. Line empurrou Dani e pegou ele na mão, olhou fixamente e começou a rir.

– Hahahahaha, eu to muito louca, meu Deus, que pinto bonitinho, hahaha.

Colocou na boca e deixou ali, de certo não sabia chupar. Fiquei esperando que ela mexesse com ele, mas Dani não estava com a mesma paciência. Empurrou Line.

– Sai pra lá, deixa que eu te mostro como faz!

– Vai se fuder, deixa eu chupar, quero chupar, chupar pica!

– Calma meninas, tem pica pra todo mundo aí. – respondi sorrindo.

– Cala boca seu viadinho, quem ta no comando aqui somos nós, se não quiser que eu morda essa pica, fica quieto! – disse Dani.

Engoli seco.

– Tudo bem, você que manda.

– É isso aí, agora goza na minha boca, seu filha da puta.

Dani batia uma pra mim, tava rápido demais para me estimular como ela queria, pensava que a força e a velocidade eram fatores positivos na punheta, mas estava errada, precisa saber em que ponto ir e vir com os punhos fechados, mas não muito apertados, só precisa ter o encaixe da palma da mão e deixar que ele corra. Indo e vindo, sem muita pressa, e sem violência, violência não leva a nada.

– Cuidado aí, vai partir ele no meio. – disse a ela.

– Você cala essa boca hein, e jorra leitinho em mim.

– Line, ta machucando ele, é melhor parar.

– Como assim, sua puta? Não ta a fim de ferrar esse idiota?

– Ele não é nenhum idiota, e olha pra pica dele, ta toda roxa, deve tá doendo.

– Tá doendo muito – respondi – acho melhor a gente ir lá pra fora.

– Fica quieto, eu já disse! – gritou Dani.

– Para, você está muito louca já, não tô gostando disso, quero ir embora.

Line saiu da cabine, Dani foi atrás dela para o meu alívio. Fiquei ali sentado, olhando pro meu pau, verificando se estava tudo no lugar, ele estava dolorido.

– Essas malucas, eu não devia ter vindo.

– Ei, companheiro, sai daí, não é banheiro pra homens aqui não. – disse a guardinha.

– Tô saindo já.

– Guarda essa piroca roxa, parece que tá caindo.

– Foi quase, viu? Só tem mulher maluca hoje em dia.

Ganhei um tapa com a parte posterior da mão, aqueles de filme.

– Nunca mais fale mal das mulheres, você não entende nada sobre elas, seu marica.

– Tudo bem, eu aceito isso, tô indo nessa, sua maluca!

Sai correndo pra não levar outra bofetada. Na pista de dança todos se embolavam, não tinha como encontrar as garotas, fiquei andando sem rumo e vendo todos aqueles cabelos voando de lá pra cá. Tinha macho pra caramba dando em cima das mulheres, mas parecia que nenhuma delas estavam afim de sentar numa pica. Faziam grupinhos de quatro ou cinco xoxotas e ficavam rindo à toa e ignorando os pintos.

– Você viu quatro garotas, que estavam bem loucas, uma delas tinha cabelo azul, passando por aqui? – perguntei a um cara.

– Olha o tanto de mulher que tem aqui, vai ser difícil encontrar alguém meu brother, melhor desistir.

– Valeu, encontrei elas.

Estavam no balcão, entornando mais cachaça.

– Line, não é melhor a gente ir, vocês estão bebendo demais, vai dar merda isso aqui.

– Tô de carona, não mando em nada aqui, tô dependendo delas, e você também, estamos fudidos, e seu pipi também, viu?

– Já ferraram demais com ele, melhor deixar em paz.

– Não foi o que eu ouvi delas, parecem que querem te fuder hoje, hahahahaha, coitadinho.

– Eu vou dar o fora daqui.

– É melhor ficar, o último cara que elas pegaram se deu muito bem, viu?

– Mas a preço de quê? Perder o pau?

– Só toma cuidado com a Dani. A Carla e a Reh fazem as coisas direitinho.

– Mas o que é que há com essa Dani hein? Porque esse ódio todo que ela sente pelos homens?

– Relacionamento que não deu certo, aí já viu né, hahahhaa, fica com esse ódio todo de pinto, mas logo passa, pelo menos é o que a gente espera.

– Mas e nós? Poxa, tô afim de você. Porque não damos o fora daqui?

– Acho que você tem razão, vamos despistar elas então.

Peguei na mão de Line e saímos de fininho. Passamos por aquele mundaréu de gente com muito custo. Lá fora fazia frio, e Line despojava de toda aquela perna, um avião.

– Onde vamos? Estamos bem longe de casa! – disse ela.

– Por aqui deve ter algum hotel.

– Não sei não.

– Vamos procurar.

Pelas redondezas vagavam os restos das festas, bebericando uma garrafa de vodka ou vomitando nos becos. Era um bairro nobre da zona sul, Brooklyn. Conhecia pouco aqueles cantos, andamos mais quatro quadras até que encontramos um lugar pra ficar.

– Hotel Malibu, tem esse! – disse ela lendo o letreiro.

– Parece legal, vamos entrar.

Entramos e eu fui até a atendente. Ela parecia não querer atender as pessoas, tinha cara de cu.

– Oi, quero um quarto.

Ela me olhou, respirou fundo, soltou o ar, e ficou me olhando, como se nada tivesse acontecido.

– Oi, to querendo um quarto, pernoite.

– O pernoite começa daqui uma hora.

– Mas são quase duas da manhã.

– O pernoite começa só depois das duas.

Paguei mais caro para evitar dor de cabeça e fomos pro quarto. Entramos e ela tirou toda a roupa, foi pra banheira. Aquele corpo era de matar qualquer um. Comecei a tirar a minha até que escuto passos lá fora no corredor.

– A água ta quente, uiii.

– To indo aí! – respondi.

De repente abrem a porta, eram as garotas, com garrafas de vinho na mão e fazendo o maior auê. Me jogaram na cama com força, tiraram minha cueca e morderam meu pau, arrancando com os dentes.

Acordei assustado e suando, coloquei a mão entre as pernas e estava tudo no lugar, eu tinha que parar de me drogar.

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